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Família de empresário morto por policiais é indenizada pelo Estado

O carro da vítima foi atingido por 39 tiros e 13 acertaram o homem. Agora, a briga na Justiça é para que os agentes sejam responsabilizados pelo crime que aconteceu em Tatuí (SP)

Fala Brasil|Do R7

RESUMINDO A NOTÍCIA

  • Empresário é morto a tiros por policiais;
  • O carro de Vicente foi alvejado por 39 tiros;
  • Nenhum dos agentes foi responsabilizados pela morte da vítima;
  • Familiares conseguem indenização o Estado.
Empresário é morto com 13 tiros por policiais em Tatuí (SP) (Reprodução/RECORD)

O Fala Brasil trouxe com exclusividade o caso do empresário Vicente Junior, de 31 anos, morto por policiais civis na cidade de Tatuí, no interior de São Paulo. O caso foi arquivado sem que nenhum dos agentes fosse condenado. Agora, a família conseguiu na Justiça uma indenização do Estado e espera que os policiais sejam responsabilizados.

“Eu fiquei sabendo que eles assassinaram meu filho, mas no outro dia eu fui saber que foi assassinado pela polícia. Porque para mim, eu imaginei [que quem atirou] que fosse bandido”, diz Vicente Antônio Elias, pai da vítima.

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O carro onde a vítima estava foi cercado por três veículos sem identificação. Nos automóveis estavam os delegados Carlos Augusto Delgalo e Franco Augusto Costa, e quatro investigadores. Vicente se assustou achando que se tratava de um assalto, tentou dar ré com o carro para se desvincilhar da situação, mas acabou capotando.

O veículo de Vicente foi alvejado por 39 tiros, e 13 deles, acertaram a vítima. No carro do empresário foi encontrado uma pistola, mas ele tinha autorização para ter a arma. Vicente era registrado como CAC [colecionador, atirador desportivo e caçador]. Os policiais alegaram que Vicente atirou contra eles primeiro.

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“Um homicídio qualificado, pela impossibilidade de defesa do ofendido e depois tentaram criar um cenário de que eles reagiram à agressão da vítima”, diz Paulo Edson Marques, advogado.

O crime foi investigado pelo Ministério Público. O promotor José Augusto de Barros Faro que estava cobrindo as férias do promotor titular do caso, pediu o arquivamento do inquérito em menos de trinta dias por falta de provas.

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A defesa da vítima entrou com uma ação civil para pedir indenização. “Foi essa nossa estratégia, produzir novas prova para que o Ministério Público agora, detendo novas provas, possa efetivamente avaliar o aspecto criminal e criminoso desse fato horrível que aconteceu”.

A 3ª Vara de Tatuí (SP) deu ganho de caso para a família. Na decisão, a juíza Ligia Cristina Berardi entendeu que houve excesso dos polícias, sem que a vítima tivesse condições de expor os agentes a qualquer perigo.

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Os agentes continuam trabalhando normalmente e a família pede justiça para que os policiais sejam punidos.

“Para mim, é muito duro falar no Junior e difícil saber que os assassinos estão soltos, não teve uma punição”, desabafa o pai da vítima.

Assista ao vídeo:

O Fala Brasil vai ao ar de segunda a sexta, às 8h40; e aos sábados, a partir das 7h35, na tela da RECORD.

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