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Cidade Alerta
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"Nenhuma hipótese é convincente", comenta Percival de Souza sobre o caso Sophia

Jornalista da Record TV explica as falhas no processo de investigação do desaparecimento da menina de oito anos, em Bananeiras (PB)

Cidade Alerta|Giovana Sobral, do site oficial

Percival de Souza acompanha os desdobramentos do desaparecimento da menina Sophia
Percival de Souza acompanha os desdobramentos do desaparecimento da menina Sophia Percival de Souza acompanha os desdobramentos do desaparecimento da menina Sophia

Há um mês, o desaparecimento da menina Ana Sophia, de oito anos, intriga os telespectadores do Cidade Alerta. A criança sumiu no dia 4 de julho, por volta do meio-dia, em Roma, no distrito de Bananeiras, na Paraíba.

O caso ganhou repercussão nacional após imagens das câmeras de monitoramento registrarem a criança na porta da casa de uma amiga no momento em que ela chama a outra criança para brincar. Desde então, a menina, que usa um vestido azul florido e um laço cor de rosa no cabelo, não foi mais vista.

A brincadeira com a amiga não chegou a acontecer, pois a família estava de saída. No entanto, Ana Sophia não retornou para casa. O que teria acontecido no trajeto da volta? Pioneiro em assuntos investigativos, Percival de Souza, comentarista de segurança do Cidade Alerta, compartilha uma teoria em entrevista ao site oficial: “Só posso imaginar que o caso teve um final trágico por conta do tempo em que a menina está desaparecida”.

Assim que a investigação teve início, a polícia fez buscas na casa de um vizinho, que chegou a desdenhar do caso e pediu que a família procurasse Sophia "na casinha do cachorro". Um açude na região também foi vasculhado por dias, mas nenhuma pista apontou indícios de que a criança pudesse ter passado pelo local.

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Ao programa, Maria do Socorro, a mãe de Sophia, fez um apelo após também ter sido investigada.

Confira o vídeo:

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Uma casa abandonada em um terreno que pertence aos familiares de Sophia foi averiguada. No local, a polícia encontrou terra revirada e manchas que poderiam ser de sangue. Ainda assim, a análise feita não apontou essas pistas como algo significativo.

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Nas redes sociais, o impacto do caso é notório e a cobrança é cada vez maior. Internautas, independente da reportagem exposta, encontram um espaço para reivindicar: “O que aconteceu com a Sophia?”.

O andamento da investigação é um dos aspectos mais comentados pelo público. Para Percival, a polícia desprezou evidências que estavam expostas: “A menina desapareceu saindo de casa, e evidentemente, como saiu andando, não pode ter ido muito longe. A polícia tinha que ir atrás desse primeiro momento”. Ele também reitera que as amizades, as ligações e os locais que a jovem frequentava, deveriam ter sido investigados de um modo mais aprofundado.

O jornalista da Record TV diz que as exigências fundamentais para uma investigação desse tipo, principalmente quando surgem suspeitas de sequestro para fins de turismo sexual, como surgiram no caso da Sophia, precisam ser muito bem direcionadas: “Não pode ser desprezado nenhum detalhe, pois qualquer coisa pode levar ao esclarecimento do crime”.

Diógenes Fernandes, o delegado do caso, chegou a investigar acusados de crimes sexuais na região, mas não encontrou nenhuma relação dessas pessoas com a menina.

Dias após o anúncio do desaparecimento, uma pista importante surgiu na história: novas imagens de câmeras de segurança apontaram uma pessoa, que parecia ser uma criança, ao entrar na casa de uma mulher que dava aula na mesma escola onde Sophia estudava.

Apesar de ser um vestígio significativo, a investigação não confirmou se a pessoa que aparece nas imagens se trata de Sophia, então, o caso voltou à estaca zero. “Suspeitou-se por muito tempo que a menina tivesse sido levada para essa casa, mas esse fato não foi levado em conta”, revela Percival.

Mesmo com diversas buscas com cães farejadores na região de Bananeiras e sem novos desdobramentos, linhas de investigação seguem sendo levantadas, o que não necessariamente indica um avanço para um desfecho do caso: “Quando existem muitas hipóteses, você precisa adotar o método da exclusão. Ou seja, quando a polícia descarta todas as hipóteses, na verdade, nenhuma é convincente”, encerra o jornalista.

O Cidade Alerta vai ao ar de segunda a sexta, às 16h45, e aos sábados, a partir das 17h, na Record TV.

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