Nyvi Estephan vence o Acerte ou Caia! e planeja investir em seu time na Kings League: ‘Equipe tem gastos expressivos’
Em entrevista ao site oficial, a apresentadora falou sobre o mercado de E-Sports e compartilhou um sonho
Entrevistas|Ana Damasio*, do site oficial

Pioneira como mulher no universo dos esportes eletrônicos, e eleita como a maior apresentadora de E-sports da América Latina, e a terceira melhor do mundo, Nyvi Estephan aceitou participar de um jogo diferente, o Acerte ou Caia!. Neste domingo (1º), a apresentadora gamer venceu o game show e levou a bolada de R$ 38.751.
Em entrevista ao site oficial, Nyvi contou como é ser mulher no mundo dos esportes eletrônicos, revelou suas estratégias para vencer o game, e expressou sua alegria em dividir o palco com Tom Cavalcante.
“Foi uma honra gigantesca dividir o palco com o Tom, a gente ainda não se conhecia, e é até engraçado porque eu já fui em vários programas de televisão durante minha carreira, mas nunca tinha tido a oportunidade de encontrar e gravar com o Tom. Foi sensacional! Fiquei muito feliz”.
Mesmo apresentando grandes campeonatos esportivos, Nyva admitiu não estar acostumada a competir, e se surpreendeu com a diferença entre assistir o Acerte ou Caia! no sofá de casa, e de fato estar no estúdio, correndo a chance de cair no buraco.
“É muito doido, porque quando eu assistia de casa, sabia todas as respostas, e na minha cabeça o game show era a coisa mais fácil do mundo. Mas quando você chega lá, por mais que eu já esteja super familiarizada com câmeras, é totalmente diferente. Eu não sou tão acostumada a competir, não tenho tanto psicológico para isso, então eu estava muito nervosa, acho que dá para notar pelas minhas reações. Teve uma hora no programa que me deu surto, eu estava muito emocionada, mas me diverti muito”.
O maior desafio durante o game, foi a briga contra o tempo. Mas, usando o primeiro líder, Pyong Lee, como exemplo, a apresentadora entendeu que se ela quisesse ir longe na competição, teria que evitar pensar nos 30 segundos que aguardam a resposta.
“O cronômetro é a pior coisa para todo mundo que participa! Eu reparei que o Pyong, que foi quem começou como líder, ficava colocando a mão na frente de alguma coisa, e o pessoal ficou se perguntando: ‘O que ele está fazendo?’, e eu percebi que ele estava tampando o cronômetro para não ficar olhando o tempo. Essa tática dele me ajudou, porque eu entendi que eu não devia ficar olhando muito para o relógio”.
Consciente de sua dificuldade em competições, Nyva Estephan foi estrategista, e escolheu estudar antes de subir ao palco do game show: “Acho que minha estratégia foi minha preparação, porque eu assisti a vários episódios antigos para me familiarizar com o tipo de pergunta que fazem no programa”.
No momento da disputa, ela decidiu manter o mistério, esconder seu jogo e confiar na sorte: “Outra coisa que fiz, foi quando me perguntaram os temas em que sou boa e em quais eu sou ruim, resolvi não entregar meu jogo e falei que sou mediana em tudo. Não quis falar muito sobre mim, sobre as matérias que vou bem, deixei na sorte”.
Desafio Final
Os vencedores do game show tem a chance de dobrar o valor do prêmio ou perder tudo no Desafio Final. Nyvi cogitou em aceitar a última disputa, mas por influencia da plateia, decidiu não arriscar.
“Não aceitei o Desafio Final, mas pensei muito em aceitar. Só que, enquanto eu estava no palco, a plateia falava: ‘Não aceita! Você vai cair e perder tudo, não aceita’. Eu sou o tipo de pessoa que gosta de escutar a voz da experiência, e eu sei que quem estava lá sempre assiste e conhece muito bem o programa. Então fiquei com medo e acabei negando o desafio, porque querendo ou não, ganhei um bom dinheiro, e não quis arriscar perder”.
O arrependimento da recusa veio, e ela admitiu que se pudesse voltar no tempo, encararia o temido Desafio Final: “Acho que a única coisa que eu teria feito diferente no programa, seria aceitar o Desafio Final, me arrependi de não ter arriscado. Não sei se eu iria conseguir ganhar, mas ficou aquele sentimento de dúvida, porque eu nunca saberei se teria conseguido ou não. Quem sabe se um dia eu volto para o programa e chego lá”.
Carreira em esportes eletrônicos
Talvez seja difícil explicar a relevância de Nyvi para quem não acompanha o mundo dos games, ou até mesmo, entender sua profissão. A apresentadora trabalha com esportes, assim como futebol, basquete, vôlei, etc. A única diferença é que eles acontecem no online. Ela explica:
“Eu apresento campeonatos de videogame, de esportes eletrônicos, conhecidos como E-sports. Gosto de usar a palavra videogame, porque quem não conhece o termo esportes eletrônicos, entende com mais facilidade. Esses campeonatos são muito populares no mundo inteiro, e eu apresento quase todos os torneios grandes mundiais que acontecem aqui no Brasil. Trabalho com isso há mais de 10 anos, e acabei tendo um reconhecimento muito grande na área, tanto aqui no país, como em toda América Latina, sendo considerada como a maior da minha área na LATAM”.
A carreira de Nyvi surgiu da ausência. A falta dos campeonatos de esportes eletrônicos no Brasil, somada com sua paixão pelos videogames e com a vontade de fazer algo grande, impulsionou a apresentadora e seus amigos a trazerem essa cultura para o país.
“Não faz muito tempo que existem grandes campeonatos de E-sports no Brasil, antes disso, alguns amigos e eu organizávamos pequenos torneios online, e com isso a gente percebeu que uma forma de trazer mais audiência, era introduzir entretenimento nas transmissões. Então foi assim que eu comecei minha carreira como apresentadora, quando ainda não existia ninguém para fazer isso no Brasil”.
E com criatividade, esforço e vontade, Nyvi transformou o que era um terreno vazio, em algo gigantesco: “Eu achava que faltava um tom de espetáculo nas transmissões, porque o campeonato já começava com os narradores comentando. Na vontade de transformar isso em um show, introduzi entrevistas pré e pós-jogo com os atletas que iam participar do torneio, e assim começamos a trazer cada vez mais entretenimento para esse mundo. E aí, aos poucos, os campeonatos começaram a crescer, hoje eles alcançam mais de 1 milhão de pessoas assistindo em casa, e 40 mil no estádio”.
Com um sentimento de orgulho, ela conseguiu ver de perto a mudança plantada por ela e outros criadores. O que antes era algo desconhecido, hoje enche estádios, bate picos de audiência em transmissões ao vivo e chama a atenção de marcas grandes.
“Muita coisa mudou desde que eu comecei, é até difícil comparar. Há mais de 10 anos, o público era muito pequeno e nichado, e hoje é algo completamente mainstream, antigamente a ideia de lotar um estádio parecia completamente absurda, e hoje é algo totalmente normal. Então, a diferença na audiência e na infraestrutura é gritante! O E-sport virou um mercado que movimenta muito dinheiro, muitas marcas investem nos campeonatos e nos atletas, e diferente do começo, em que as empresas investidoras eram voltadas para o mundo gamer, hoje marcas gigantes estão presentes no negócio”.
O E-sport virou um mercado que movimenta muito dinheiro, muitas marcas investem nos campeonatos e nos atletas, e diferente do começo, em que as empresas investidoras eram voltadas para o mundo gamer, hoje marcas gigantes estão presentes no negócio”
Representatividade feminina no mundo dos games
Ser mulher em um espaço dominado por homens é difícil, e a apresentadora teve que quebrar barreiras e lutar contra o preconceito para chegar onde chegou. Mas mesmo com os obstáculos, Nyvi encontrou um ponto positivo em ser uma das pioneiras em sua área.
“O mais difícil é a necessidade de ter que se provar o tempo todo, porque muitas vezes somos reduzidas e subjugadas apenas por sermos mulheres. Em contraponto, no inicio da minha carreira, ser mulher foi uma coisa positiva para mim, porque quase não existiam mulheres nesse meio, então consegui alcançar posições de destaque com mais facilidade. Mas claro que também foi difícil, enfrentei tentativas de boicote, mas nunca desisti do meu sonho por conta disso”.
Acabando com esses tabus, ela abriu espaço para que outras meninas entrassem no meio: “Acho que a maior barreira que existia antigamente, que era a falta de mulheres no meio, foi superada, porque hoje tem muitas meninas trabalhando com os esportes eletrônicos. E me deixa muito feliz saber que muitas delas estão aí porque eu consegui quebrar isso e mostrar que os jogos também são para as mulheres. Agora é só uma questão de tempo para termos um ambiente mais saudável e menos machista“.
Essa não foi a única porta aberta por Nyvi. Em 2019, a apresentadora foi eleita a maior Host da América Latina e 3ª do mundo pelo eSports Awards, sendo a primeira brasileira premiada na premiação. O sentimento é de orgulho por trazer essa visibilidade para o Brasil.
“Foi muito emocionante para mim, porque quando eu participei dessas premiações, elas ainda não tinham premiado nenhum brasileiro que atua no Brasil. Os únicos brasileiros que já tinham ganhado prêmios eram atletas que jogam em organizações internacionais. Então, quando fui indicada e venci, tudo isso foi muito emocionante para a audiência brasileira, todo mundo ficou muito feliz, e fez muita diferença no nosso mercado de uma forma geral, porque depois disso, o Brasil começou a ser visto e indicado”.
Novo projeto e destino do prêmio
Agora, além de apresentar os grandes campeonatos de esportes eletrônicos, Nyvi está trabalhando em um grande projeto: seu próprio time de futebol na Kings League Brasil. A criação do negócio é recente, mas a apresentadora já pensa no futuro: “Uma vontade que tenho, é ter um time de futebol feminino também”.
Com todo esse foco, o destino do prêmio não poderia ser outro: “A equipe de futebol tem gastos muito expressivos no ano inteiro, então com certeza vou destinar o dinheiro no investimento do meu time”.
Se ela pudesse escolher qualquer pessoa para enfrentar no Acerte ou Caia!, seria o cantor de brega, Falcão: “Ele é um gênio, muito inteligente! Vejo ele nesses programas de perguntas e respostas e ele sempre se dá muito bem, e eu também gosto muito do trabalho dele, acho maravilhoso. Fora que, o Falcão é super engraçado e divertido, seria uma honra enorme participar com ele”.
*Estagiária sob supervisão de Juliana Lambert
O Acerte ou Caia! é uma produção da Boxfish, com direção de David Feldon e direção Artística de Cesar Barreto, que vai ao ar nas tardes de domingo da RECORD.
Todas as edições do programa podem ser acessadas na íntegra no RecordPlus, a plataforma de streaming da emissora.
Pyong Lee, Fabiana Oliveira, João Suplicy e mais: Acerte ou Caia! escala timaço para a disputa deste domingo (1º)
O mês de março começa com tudo na tela da RECORD. Neste domingo (1º), o Acerte ou Caia! escala um timaço, mas só um deles vai sair com o bolso cheio e conquistar um lugar no ranking de campeões do game show comandado por Tom Cavalcante! Confira o elenco e prepare a torcida:
Arte/R7


























