Roger Moreira vence o Acerte ou Caia! e explica por que seu alto QI não foi determinante para a vitória
O vocalista e guitarrista do Ultraje a Rigor entrou para lista de campeões do game show e faturou R$ 39.126
Entrevistas|Ana Damasio*, do site oficial

O ícone do rock dos anos 1980, Roger Moreira, subiu ao palco do Acerte ou Caia! neste domingo (8) e faturou a bolada de R$ 39.126! Conhecido por ter um alto QI, o músico participou do especial de aniversário de Tom Cavalcante, e na disputa com um elenco incrível, entrou para a lista de campeões do game show.
Em entrevista ao site oficial, Roger conta como descobriu ter 172 de QI, revela o segredo de fazer músicas que conquistaram gerações e falou sobre a origem do seu grande medo de voar de avião.
Participação no game show
Diferente de outros participantes, a experiência de competir em um game show de perguntas e respostas, não é novidade: “Como eu já participei de alguns em meus 40 anos de TV, não foi uma experiência tão nova, mas foi muito gostoso. Eu gosto muito do Tom, gosto muito do programa, e me diverti muito participando“.
A admiração de Roger por Tom Cavalcante, não é coisa de fã, mas de quem conhece o apresentador de perto: “Eu conheço o Tom há mais de 20 anos, já chegamos a fazer um episódio piloto para um programa dele, que nunca foi ao ar. E durante todos esses anos, já nos encontramos em outras ocasiões”.
“Eu conheço o Tom há mais de 20 anos, já chegamos a fazer um episódio piloto para um programa dele, que nunca foi ao ar. E durante todos esses anos, já nos encontramos em outras ocasiões”.
O cronometro não foi um empecilho para o vocalista do Ultraje a Rigor. Com certeza os anos cantando para multidões de fãs ensinaram Roger a não ser afetado pela pressão, mesmo assim, ele não deixou de se preparar para o jogo de perguntas e respostas.
“Eu costumo assistir ao programa, em casa é muito mais fácil responder as perguntas, mesmo assim, eu estava preparado para a aguentar a pressão, tanto que me saí bem e ganhei. Sou muito fã de joguinhos de palavras cruzadas, antes fazia no papel, hoje em dia faço no celular, o que também ajuda”.
Roger não começou como líder, mas cresceu no jogo usando sua confiança contra os adversários. Ele explica a estratégia: “Bom, você tem que manter a calma, porque às vezes as perguntas apresentam dois enunciados, e isso confunde. Eu procurava ver as letras que estavam faltando na palavra, ao invés de ficar pensando muito na pergunta, porque sei que na hora dá um branco na cabeça. Outra coisa que fiz, foi aparentar estar tranquilo diante dos outros participantes, para eles ficarem com um pouco de medo”.
Uma característica que diferencia o artista de outras personalidades que já passaram pelo game show é o QI. O Quociente de Inteligência (QI) é uma medida usada para mensurar o raciocínio de uma pessoa por meio de testes, Roger tem 172 de QI. Ao contrário do que podem imaginar, esse fator não é determinante, e não fez o músico ter qualquer tipo de vantagem no jogo.
Ele explica: “A maneira de pensar, de manter a calma nas perguntas e a confiança de que você sabe a maioria daquelas palavras, é diferente. Mas o QI não é um fator determinante”.
Tanto que, consciente de suas qualidades, ele recusou o Desafio Final: “Fiquei com medo de perder o que eu já tinha, preferi ter um pássaro na mão do que dois voando, e escolhi o caminho mais seguro”.
E ainda falando de QI, ele conta como descobriu esse fato e como sua fama serviu como forma de divulgação para uma sociedade de alto QI:
“Quando eu estava para entrar na faculdade, coisa que meu pai insistiu, porque eu queria ser músico, mas ele pediu para eu escolher outra profissão, então fiz um teste vocacional que incluía um teste de QI, essa foi a primeira vez que eu soube que tinha um QI alto, mas nem sabia para que aquilo servia. Perguntei para quem aplicou o exame, e ele explicou que tenho mais facilidade para ligar os pontos, reconhecer padrões e etc.
No terceiro ano da faculdade, eu estudava música por conta própria e dava aulas de inglês, pagava um outro curso paralelo de música, e estava empurrando a faculdade com a barriga, aí meu pai me pediu para fazer outro teste, e o resultado novamente foi de QI alto. Então, em 2001, eu vi uma matéria sobre uma sociedade de alto QI e fiz o teste deles, e consegui entrar. Nunca divulguei isso, mas a própria sociedade começou a falar sobre, como forma de divulgação, porque eles estavam começando aqui no Brasil. Existe muita gente com o QI alto, não é uma coisa fora do comum"
Sucesso da banda Ultraje a Rigor
Em 1980, Roger funda uma banda, pequena, sem nome e sem composições autorais, eles faziam shows em bares locais, tocando covers de grandes sucessos do rock. Em 1982, a banda sem nome, finalmente é batizada de Ultraje a Rigor.
Em 1985, o sucesso finalmente chega. O primeiro LP lançado pelo grupo Nós Vamos Invadir Sua Praia ganha Disco de Ouro e Disco de Platina, e o som rebelde ganha o coração dos jovens brasileiros. Roger realizou seu sonho, ter uma banda de rock:
“O nosso objetivo era tocar na noite, viver de música, e conseguimos alcançar mais do que esse objetivo. Mas como costumo dizer, a sorte é reconhecer as oportunidades e estar preparado para elas, e a gente viu que estávamos crescendo, e continuamos a trabalhar nisso. Mas a gente só percebeu esse sucesso, acho que depois de lançar o primeiro disco, porque estourou muito, foi além das nossas expectativas, e depois disso a gente ainda conseguiu quebrar um tabu, porque normalmente um artista que estoura já no primeiro álbum, costumava a fracassar no segundo, e isso não aconteceu com a gente”.
Ultraje a Rigor é atemporal. Mesmo com o passar dos anos, o som da banda não perdeu a validade, as letras dos anos 1980 continuam fazendo sentido em 2026, mesmo que com outra interpretação. Parece coincidência, mas quando Roger compôs os grandes sucessos do grupo, ele tinha a intenção de ultrapassar as barreiras do tempo:
“Eu, como fã de outras bandas, como The Beatles, The Rolling Stones, e tantas outras, procurava ver justamente isso, como esses caras conseguiram criar músicas duráveis, que tocam e agradam até hoje, e eu fiz minhas músicas em busca disso. Por exemplo, Nós Vamos Invadir Sua Praia, que na época era até ligada ao nosso início de carreira, no sentido de, olha, nós vamos chegar aí no mercado, nós vamos invadir o Rio de Janeiro, que na época era o polo da arte, e até hoje essa música continua valendo, os jovens escutam pensando na vida adulta”.
As mensagens atemporais, muitas vezes criticando a sociedade da época, vinham com um tom de humor provocativo: “Eu acho engraçado pessoas que levam a vida tão a sério, então sou debochado, sempre fui, e debocho até de mim, então é por isso que eu não quero ser o dono da verdade e falar: ‘ah, porque tinha que ser assim e assado’. Prefiro debochar, provocar e cada um que tire suas conclusões”.
Projetos pessoais e medo de avião
Depois de tantos discos vendidos, shows lotados e anos na TV, Roger Moreira diz estar realizado com tudo que conquistou em sua carreira, e que hoje, a maioria de seus sonhos são pessoais: “Eu gostaria de ver a Aurora Boreal, mas como eu não ando de avião, e isso acontece lá no Polo Norte, sei que não vou conseguir realizar esse sonho. Mas eu tive outros projetos que consegui realizar, sempre quis ver neve, queria ter uma banda de rock mesmo que não fizesse sucesso, outro era nunca trabalhar das oitos às seis no mundo corporativo. Então, eu estou bastante realizado com tudo que alcancei na vida”.
Sim, o músico morre de medo de voar de avião! Roger não sabe explicar como a fobia de voar surgiu, mas tem suas suspeitas: “Para falar a verdade, eu gostava de andar de avião, mas não era uma coisa que acontecia com muita frequência na minha vida. No começo, eu achava normal, mas acho que de tanto andar, depois que a banda fez sucesso, desenvolvi uma fobia. Não é algo muito justificável, mas acho que as experiências me assustaram, as vezes eu pegava uma turbulência, outras o piloto tinha que arremeter o voo, sei lá. Eu tinha consciência de que a chance de sofrer um acidente andando tanto de avião, como eu voava no começo da carreira, era maior. Primeiro eu comecei a evitar porque tive síndrome do pânico, coisa que aprendi a lidar, e acho que na época eu tinha uma série de medos, como multidões ou de viajar para uma cidade pequena onde eu talvez não tivesse um socorro rápido, caso acontecesse alguma coisa, mas fui combatendo isso, e só sobrou o de avião. Essa é minha teoria”.
A nova geração não consome música da mesma forma que os jovens dos anos 1980, hoje o mercado é outro, o funk e o sertanejo dominam as paradas, e o rock tenta se adaptar como pode. Roger, comentou sobre as dificuldades de alcançar a geração Z:
“A banda foi algo meio anacrônico, porque somos uma banda de rock e tocávamos para nossa geração de jovens, cantávamos o que eles pensavam, e hoje a nova geração pensa diferente, não tem muito mercado para nosso estilo, hoje o negócio está mais para o sertanejo e funk. Ao mesmo tempo, não faz muito sentido eu fazer um disco para a galera que está em torno dos 50, 60 anos”.
Mesmo assim, o Ultraje a Rigor não parou de trabalhar, mas não pretendem lançar nenhum grande projeto por agora: “A gente chegou a lançar alguns discos na internet, sem álbum físico, lançamos um só de músicas instrumentais, que mostram mais o nosso jeito de tocar e não de compor, porque as músicas não são minhas. Então talvez a gente lance algo assim, mas não é nada para agora”.
Destino do prêmio
A bolada de R$ 39.126 já tem destino! Roger decidiu investir, mas usou um valor para se presentear: “Vou aplicar na poupança e investir. Mas assim, quando o dinheiro vem de graça, a gente se dá mais a liberdade de comprar algo que, de repente, não é muito essencial, então eu usei um pouco da grana para comprar um violão novo”.
Caso Roger tivesse outra chance de participar do game show, e pudesse escolher qualquer famoso para enfrentar, ele não escolheu ninguém em especifico, mas foi sincero e brincalhão em sua resposta:
“De preferência, algum famoso que perdesse rápido! Não vou citar nenhum, mas essa seria a minha preferência, porque é claro que eu gosto de jogar, mas gosto de ganhar também”.
*Estagiária sob supervisão de Juliana Lambert
O Acerte ou Caia! é uma produção da Boxfish, com direção de David Feldon e direção Artística de Cesar Barreto, que vai ao ar nas tardes de domingo da RECORD.
Todas as edições do programa podem ser acessadas na íntegra no RecordPlus, a plataforma de streaming da emissora.
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