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Pacientes denunciam abandono em hospitais estaduais do RJ

Alvo de reclamações da população, o Hospital Carlos Chagas está no centro de investigações do MP sobre desvio de verbas envolvendo uma OS

Balanço Geral RJ|Do R7

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Pacientes reclamam de abandono em hospitais do Rio de Janeiro. Referência da zona norte da capital, o Hospital Carlos Chagas enfrenta não somente críticas da população por problemas no atendimento. A unidade de saúde, localizada em Marechal Hermes, está no centro de uma investigação do Ministério Público por suspeita de desvio de verbas.


O hospital era administrado pelo Instituto Lagos, que manteve contratos com o estado por mais de uma década. Mesmo envolvida em escândalo, a Organização Social assumiu a gestão da unidade em 2020. O contrato de R$ 14 milhões foi firmado em um processo com dispensa de licitação. Na ocasião, o governo estadual alegou falta de tempo hábil.


Em agosto de 2025, o Ministério Público ajuizou uma ação civil pública contra a OS que administrava o Hospital Estadual Carlos Chagas.


De acordo com a denúncia, a empresa F-71 Serviços e Comércio de Sistema foi contratada pelo Instituto Lagos para servir como mecanismo de desvio de verbas.


Foram identificados 502 pagamentos feitos à F-71, sendo 181 sem contrato. Para o MP, os pagamentos foram feitos sem lastro legal e apresentam fragilidade deliberada nos controles internos.


A Promotoria responsabiliza a ex-subsecretária executiva de saúde, o representante legal do Instituto Lagos e a própria organização social. A Justiça pediu bloqueio de bens, o ressarcimento integral dos valores aos cofres do estado e a aplicação das sanções por improbidade administrativa.


Após a reportagem, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informou, por meio de nota, que o contrato com a OS Instituto dos Lagos-Rio foi encerrado em 2020. Além disso, a pasta explicou que os gestores responsáveis à época não integram mais o quadro da Secretaria. Também afirmou que "as apurações sobre a atuação da OS estão sendo conduzidas pelos órgãos de controle, com total colaboração da SES-RJ".


Outras unidades


No Hospital Getúlio Vargas, um dos problemas encontrados foi o elevador parado. A Secretaria de Saúde disse que o hospital passou recentemente por obras de reformas com investimento de R$ 10,6 milhões. A pasta afirmou que o Getúlio Vargas conta com quatro elevadores em funcionamento e equipe de manutenção 24 horas na unidade.


Em relação às dificuldades de assistência na UPA da Penha, a Secretaria de Saúde disse que a unidade atende, em média, 10.800 pacientes por mês. A pasta declarou que o atendimento é realizado por classificação de risco, conforme critérios de urgência e emergência, e não por ordem de chegada, seguindo protocolos.




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