Logo R7.com
RecordPlus
Balanço Geral

Caso Daiane: vídeo gravado no elevador e confissão; veja os últimos desdobramentos

O síndico do prédio onde a vítima morava confessou que matou a corretora e indicou o local do corpo nesta quarta (28)

Balanço Geral|Do R7

  • Google News
Novos detalhes do crime foram revelados pelo delegado do caso durante uma coletiva de imprensa Reprodução/RECORD

O jornalismo da RECORD tem acompanhado todos os desdobramentos do caso Daiane, a corretora que estava desaparecida desde 17 de dezembro em Caldas Novas (GO). O Balanço Geral, trouxe uma reportagem inédita nesta quarta-feira (28), mesmo dia em que o principal suspeito confessou que matou a mulher e também indicou o local onde o corpo estava.

O corpo de Daiane foi encontrado em uma área de mata após 40 dias desde o desaparecimento. Cleber Rosa de Oliveira era síndico do prédio onde Daiane morava e alugava imóveis. Os dois possuíam uma relação bem conturbada, uma vez que ele não aprovava que a corretora fizesse locações no condomínio.


Daiane Chegou a procurar a polícia várias vezes declarando estar sendo vítima de perseguição e difamação por parte do síndico. Tempos antes do crime acontecer, foi mostrado em imagens de câmeras de segurança do prédio um momento em que a corretora aparece transtornada e afirmando que Cleber havia a agredido.

Em outro vídeo gravado pela mesma, ela relata com mais detalhes como aconteceu o episódio. Cleber também fez uma gravação refutando as acusações da mulher, e disse que ela havia se batido para poder criar marcas e acusá-lo.


Um áudio dele confirma que Daiane estava proibida de alugar apartamentos para hospedagem. Na gravação, Cleber conversa com uma pessoa interessada em alugar um imóvel da corretora, e diz que, no que depender dele, ela não irá mais trabalhar no prédio e que a decisão já foi tomada.

Em agosto de 2025, uma assembleia do condomínio decidiu que Daiane deveria se retirar do prédio, porém, a corretora conseguiu reverter a decisão e permaneceu morando lá.


Os últimos momentos de Daiane em vida

Daiane Alves de Souza tinha 43 anos e era mineira. Ela havia se mudado para Caldas novas, no estado do Goiás, há dois anos para administrar imóveis da família.

No último registro dela com vida, a mulher aparece dentro do elevador do prédio com o celular já filmando. Os vídeos estavam sendo enviados para uma amiga, mostrando a situação. Depois de passar pelo térreo, a corretora vai para o subsolo tentar reativar a energia, e ao sair, não é mais vista. O local possuía uma única câmera de segurança, e o DVR (equipamento que armazena as imagens), foi apreendido pela polícia.


Em entrevista à RECORD, Georgiana dos Passos, a amiga da vítima, revelou que acredita que a intenção da mulher mostrar que as coisas não estavam resolvidas. Ela também contou que Daiane havia deixado a porta do apartamento aberta quando saiu e foi em direção ao elevador, mas quando a filha da vítima chegou a porta estava trancada.

O delegado do caso, André Luiz Barbosa, disse em uma coletiva de imprensa, que uma testemunha teria relatado que no dia 16 de dezembro, na véspera do desaparecimento, Daiane demonstrava apreensão. Segundo essa pessoa, um hóspede da corretora relatou que o padrão de energia de um dos apartamentos dela havia sido desligado. Desse modo, a mulher precisou se deslocar de onde estava para resolver essa situação.

Confissão e investigações

Cleber Rosa de Oliveira cumpria um mandado de prisão preventiva por ser o principal suspeito do caso, e confessou o crime nesta quarta (28), além de indicar o local onde o corpo estava: uma área de mata. Imagens mostram o carro do síndico a caminho deste local.

“Ficou demonstrado que, diante dos relacionamentos que Daiane tinha, das possíveis pessoas que pudessem ter cometido qualquer crime contra ela, somente o autor preso hoje (Cleber Rosa de Oliveira), teria acesso e a possibilidade de cometer esse crime sem que ele tivesse sido visto”, disse o delegado André Luiz Barbosa sobre a autoria do assassinato.

O delegado também falou sobre as últimas imagens da vítima com vida e sobre como o crime teria acontecido: “As pessoas podem observar que quando ela desce o elevador, está gravando um vídeo. Ela gravava e enviava, mas o terceiro vídeo ela gravou e não enviou. Então a dinâmica mostrou que ao descer gravando o vídeo, o síndico já estava lá e isso gerou um atrito”.

Apesar de Cleber garantir que agiu sozinho, a polícia não acredita nessas acusações. O filho dele, Maykon Douglas de Oliveira também está preso por tentar interferir e atrapalhar as investigações. O rapaz comprou um celular novo no dia do desaparecimento de Daiane, o que levanta suspeitas de que ele queria ajudar o pai a ocultar os fatos.

Em entrevista à RECORD, o advogado de Cleber comentou sobre o caso:

“Nós tivemos conhecimento através da mídia que eles (Cleber e Maycon) iriam confessar o crime, bem como indicar aos policiais aonde estava o corpo da Daiane. Agora nós precisamos avaliar de que forma se deu essa confissão. Ao que tudo indica, teria sido no momento do cumprimento do mandado de prisão temporária, em favor dele (Cleber), e do Maykon, filho do senhor Cleber. E aí nós precisamos saber e verificar se os direitos constitucionais do senhor Cleber foram garantidos; a exemplo do direito ao silêncio, bem como o direito a não autoincriminação”.

Um porteiro também foi encaminhado até a delegacia para prestar esclarecimentos. No momento, a polícia se concentra em descobrir a dinâmica do crime e se mais pessoas estão envolvidas.

Confira a reportagem na íntegra:

O Balanço Geral vai ao ar de segunda a sexta, às 11h; e, aos sábados, a partir das 13h, na RECORD.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.