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Operação Narco Fluxo: entenda tudo sobre a prisão dos MCs Ryan SP e Poze do Rodo

Cantores e influenciadores são investigados por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas

Balanço Geral|Do R7

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MC Ryan SP foi preso no bairro Riviera de São Lourenço, em Bertioga, litoral de São Paulo Reprodução/RECORD

Na manhã desta quarta-feira (15), a Polícia Federal fez uma megaoperação contra uma organização criminosa que resultou na prisão de cantores e influenciadores, como MC Ryan SP e MC Poze do Rodo.

O Balanço Geral trouxe todas as informações sobre o caso.


Como foi a operação?

A Operação Narco Fluxo, como foi nomeada, mobilizou cerca de 200 policiais que cumpriram 90 mandados de busca, apreensão e prisão, localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal.

Investigados por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, o volume total do dinheiro ultrapassa o valor de R$ 1,6 bilhão.


Durante o cumprimento dos mandados, foram realizadas 33 prisões. Além disso, foram apreendidos dinheiros em espécie, documentos, equipamentos eletrônicos e carros de luxo, que, somados, valem mais de R$ 20 milhões. Os bens dos investigados também foram bloqueados.

O cantor MC Ryan SP é um dos principais alvos da operação. Ele foi preso em uma festa no bairro Riviera de São Lourenço, em Bertioga, litoral de São Paulo. Outro detido foi o funkeiro carioca MC Poze do Rodo, que estava em sua casa, no Recreio dos Bandeirantes, zona Sudoeste do Rio de Janeiro.


Segundo as investigações, o grupo usava a imagem de artistas e empresas para ocultar a origem do dinheiro, que teria ligação com atividades ilegais. O esquema envolvia transferências bancárias, uso de criptoativos e transporte de grandes quantias de dinheiro em espécie.

Marcelo Maceiras, delegado da PF, afirmou: “Essas pessoas públicas com muitos seguidores conseguem movimentar grandes quantias sem chamar a atenção dos sistemas de compliance das autoridades e dos bancos. Então eles são muito úteis e facilmente recrutáveis por essas organizações”.


De acordo com a PF, os investigados criavam redes de empresa e contas para mascarar as movimentações, dificultando o rastreamento que vem do tráfico, empresas de apostas e rifas ilegais. Em alguns casos, os valores passavam por diversas contas, inclusive no exterior, antes de retornar ao Brasil com aparência legal.

A defesa de MC Ryan SP disse que não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos. E destacou que todos os valores que transitam nas contas do cantor possuem origem devidamente comprovada.

Já a de MC Poze do Rodo informou que ainda não teve acesso ao teor de mandado de prisão e que deve se manifestar na Justiça.

Além deles, Raphael Sousa Oliveira, idealizador de uma página de fofoca que possui mais de 27 milhões de seguidores, e Chrys Dias, influenciador que soma 15 milhões de seguidores, também foram presos.

Frederico Moreira, advogado de Raphael, disse: “Não há nenhum tipo de envolvimento de prática ilícita do Sr. Raphael com qualquer atividade criminosa, com qualquer pessoa relacionada a essa investigação”.

Agora, a PF segue analisando todo o material apreendido para entender a dimensão do esquema e identificar outros envolvidos.

Confira a reportagem na íntegra:

Sob o comando de Eleandro Passaia, o Balanço Geral vai ao ar de segunda a sexta, às 11h50 e, aos sábados, às 13h, na RECORD.

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