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Polícia apreende 160 comprimidos com diarista que matou casal de idosos em Belo Horizonte (MG)

Embora Paola tenha afirmado que havia tomado seis comprimidos de clonazepam antes do crime, os exames de urina e de sangue não constataram sua presença

Balanço Geral|Do R7

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A investigação sobre o assassinato do casal de idosos Cláudio Atala e Maria Clotilde Atala, em Belo Horizonte (MG), trouxe novos desdobramentos. A Polícia Civil informou que a quantidade de comprimidos de clonazepam apreendida com Paola Cirino, a diarista que confessou o crime, era bem maior do que inicialmente divulgado: 165 comprimidos foram encontrados. Esse número reforça suspeitas de que ela possa ter dopado outras vítimas anteriormente.


Durante as investigações, um homem se apresentou à polícia alegando ter comprado itens roubados sem saber sua origem criminosa. Em depoimento, Paola afirmou que recebeu pouco mais de R$ 3 mil pelos pertences, avaliados em cerca de R$ 100 mil. O homem planeja devolver esses bens às autoridades para restituição aos familiares das vítimas.


Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o resultado do exame toxicológico da diarista. Embora ela tenha afirmado que havia tomado seis comprimidos de clonazepam antes do crime, os exames de urina e de sangue não constataram a presença do medicamento. Nenhum laudo sobre diagnóstico de transtorno mental ou receita do uso do remédio foi apresentado pela defesa de Paola.


A perícia também encontrou a faca utilizada nos crimes na cozinha dos idosos. Vestígios de sangue confirmam seu uso durante o ataque violento contra o casal. A reconstituição dos eventos é considerada crucial para esclarecer detalhes como se deu a administração dos remédios e as circunstâncias exatas das mortes.


Além disso, surgiram relatos anteriores envolvendo Paola em situações semelhantes com outros empregadores. Um parente próximo das vítimas relatou sentir-se mal após uma visita dela e teve pertences desaparecidos sob circunstâncias suspeitas.

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