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'Retrofit': apartamentos antigos em São Paulo ganham novos cômodos descolados e aumentam de tamanho

Cidade já conta com exemplos notáveis dessa prática, especialmente em bairros onde não há mais terrenos disponíveis para novas construções

Balanço Geral|Do R7

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Em São Paulo, uma nova tendência está transformando o mercado imobiliário ao adicionar varandas a prédios antigos. Esse processo é conhecido como "retrofit" e tem ganhado destaque por aumentar significativamente o espaço dos apartamentos sem que os moradores precisem se mudar. A cidade já conta com exemplos notáveis dessa prática, especialmente em bairros onde não há mais terrenos disponíveis para novas construções.


Um exemplo emblemático é o apartamento do empresário Alberto Alves no Itaim Bibi, zona sul da capital. Originalmente construído na década de 70 sem varanda ou com espaços externos muito pequenos devido à legislação da época, seu imóvel agora possui uma super varanda gourmet de mais de 40 metros quadrados. Essa transformação foi possível graças à aprovação dos condôminos e resultou em uma significativa valorização do imóvel.


O conceito do "retrofit" vai além das melhorias individuais nos apartamentos; ele também pode incluir atualizações nas áreas comuns dos edifícios, como guaritas blindadas e novos sistemas de segurança. O corretor Henry Ebert destaca que a presença de uma área externa diferenciada faz toda a diferença no valor percebido pelos clientes interessados em comprar um imóvel.


Apesar das vantagens financeiras evidentes — com propriedades podendo ver seus valores aumentarem milhões após as reformas — esse tipo de intervenção requer cálculos estruturais precisos e aprovações legais específicas para cada prédio. Ainda assim, mesmo diante dessas complexidades técnicas e burocráticas, muitos consideram essa solução um investimento valioso tanto para proprietários quanto para a paisagem urbana da cidade.


A expansão desse modelo reflete-se nos números: só no último ano foram lançadas quase 140 mil unidades residenciais verticais em São Paulo. Com incentivos fiscais municipais impulsionando ainda mais essa prática inovadora no centro histórico da capital paulista, espera-se que o movimento continue crescendo nos próximos anos.

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