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Leniel Borel, pai de Henry Borel, começa a ser ouvido no 5º dia de julgamento no Rio de Janeiro

Monique Medeiros passa mal durante depoimento do perito e deixa o Tribunal do Júri; imagens da autópsia de Henry são exibidas neste momento

Cidade Alerta RJ|Do R7

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O quinto dia do julgamento de Monique Medeiros e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, foi marcado por tensão, momentos de forte comoção e embates entre acusação e defesa no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.


Logo no início da sessão desta sexta-feira (29), o julgamento seguiu com a oitiva de testemunhas e apresentação de provas técnicas, sem previsão de encerramento e com expectativa de novos depoimentos ao longo do fim de semana.


Um dos momentos mais impactantes ocorreu quando foram exibidas imagens da autópsia de Henry. Durante a apresentação do material pericial, Monique Medeiros passou mal e precisou de atendimento médico, interrompendo momentaneamente a sessão. As imagens detalhavam as inúmeras lesões sofridas pelo menino — segundo laudos, foram identificadas 23 marcas de agressão pelo corpo, incompatíveis com qualquer hipótese de acidente doméstico.


Em depoimento, peritos reforçaram a tese da acusação de que Henry foi vítima de agressões sucessivas. Os especialistas explicaram que a causa da morte foi uma hemorragia interna provocada por ação violenta, descartando a versão inicial apresentada pelos réus de queda acidental.


As análises técnicas, consideradas peças centrais do julgamento, seguem sendo apresentadas ao júri ao longo das sessões, com o objetivo de esclarecer a dinâmica da morte e o grau de violência sofrido pela criança. Neste momento o pai de Henry é ouvido no plenário. Leniel Borel, é ouvido como terceira testemunha do dia. O depoimento era um dos mais aguardados e deve se estender por horas, dada a quantidade de detalhes e questionamentos tanto da acusação quanto da defesa. Leniel tem acompanhado o julgamento de perto e é assistente da acusação no processo, atuando ativamente na busca por justiça pelo filho.


Outro ponto de destaque foi a estratégia da defesa, que voltou a questionar o momento exato da morte da criança. Os advogados levantam a hipótese de que o óbito possa ter ocorrido no hospital ou antes da chegada à unidade de saúde. No entanto, depoimentos médicos já ouvidos no julgamento indicam que Henry deu entrada no hospital já sem sinais vitais, sendo considerado tecnicamente morto desde a chegada.


Essa divergência reforça a disputa de versões que marca o julgamento: enquanto a acusação sustenta que houve uma sequência de agressões dentro do apartamento, a defesa tenta levantar dúvidas sobre a dinâmica dos fatos.


O julgamento deve seguir ao longo do fim de semana, com mais depoimentos e apresentação de provas antes da fase final de debates entre acusação e defesa.


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