Exclusivo! Mãe de Samuel revela que entregou a guarda do filho ao ex-marido por medo de morrer
Rosilene concedeu entrevista ao Cidade Alerta para esclarecer acusações
Cidade Alerta|Do R7

Há cerca de duas semanas a Rede Record vem mostrando a história de Samuel, o garoto de seis anos que vive um dilema com a separação dos pais: será que fica com a mãe ou o pai? O Cidade Alerta concedeu espaço à mãe do garoto para se defender das acusações de abandono da criança, feitas pelo pai na entrevista ao jornalístico da última sexta-feira (5).
Para entender melhor a história do menino, precisamos voltar a 2009, ano em que Rosilene se casou com o pai de Samuel, que pediu para não ser identificado. Ela conta que com três meses de gravidez foi agredida pelo marido.
— Namoramos um período de três meses. Foi muito rápido. No final de 2008 a gente se conheceu e em março de 2009 nos casamos. Na noite de casamento já começaram as agressões. Então, nós já começamos um relacionamento conturbado. Simplesmente ele chegou alterado, me empurrou, eu caí, já grávida de três meses, e desmaiei.
À reportagem do Cidade Alerta, ela mostra o Boletim de Ocorrência que registrou contra o marido no dia 21 de junho de 2009, com base na Lei Maria da Penha. No documento, Rosilene relata aos policiais que após um desentendimento com o marido, ele a empurrou e ela desmaiou.
No entanto, o pai de Samuel nega as acusações e disse que Rosilene se jogou no chão. Na mesma semana, Rosilene ganha no Tribunal de Justiça do Distrito Federal uma medida protetiva em caráter de urgência. Mesmo com o direito de ter o marido afastado, um mês depois, Rosilene desistiu da medida para morar com o homem que promete ser um marido melhor.
— Foi aí que as agressões se tornaram piores. Ele jogava na minha cara a questão do registro da Maria da Penha. Então, nas agressões, ele me agredia de todas as formas. Me batia, socava e várias vezes me jogou contra o chão e a parede. Ele me dava soco e tentava agredir a minha filha, que na época tinha de dois a três anos.
Cansada de ser agredida, ela conta que meses depois, em outubro de 2010, decidiu ir embora de vez.
— Falei para ele que estava saindo de casa de vez. Paguei uma malinha de roupa para os meninos e fomos para o riacho. Fomos no sábado. No domingo, ele me ligou perguntando que horas eu iria voltar e disse que não voltaria mais para casa.
No ano seguinte, Samuel passa as férias com o pai e Rosilene decide dar a guarda do filho ao ex-marido, por medo.
— [Por] medo. Ele sempre falou isso para as pessoas. Só quem passa pela situação que eu passei sabe o que é medo. Tinha medo que ele matasse minha filha, meus pais e tirasse minha vida também. Essa era a promessa dele!
Acusada de abandonar a criança em entrevista do pai ao Cidade Alerta, ela desmente a história e afirma que ele é o responsável pelo distanciamento.
— Não. Em 2012, ano que a gente se divorciou, eu consegui trazer o Samuel para Brasília e fiquei com ele no meu período de 15 dias, porque eu tinha a guarda de visita. Levei ele de volta, mas as ligações pra ele ficaram cada vez mais difíceis. Ele me privava de todas as formas de falar com meu filho.
O caso continua nas mãos da Justiça e o menino está morando com o pai em Capivari, interior de São Paulo.
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