Mika fala sobre participação no Dancing Brasil: "Fico repassando as coreografias no banheiro"
Ator e cantor está confiante que vai dar trabalho aos demais competidores
Dancing Brasil 1|Juliana Moraes, do R7

Mika está empolgado com a participação no reality Dancing Brasil, que estreia na próxima segunda-feira (3), na Record TV, a partir das 22h30, sob o comando de Xuxa Meneghel. Ao R7, o ator e cantor contou que está se empenhando nas coreografias – com grande grau de dificuldade – para fazer bonito aos telespectadores.
— Acredito que o programa vai ser um sucesso. Não só pelo elenco, por ser a Xuxa apresentando, mas porque é um formato original. Então, as apresentações são coisas que ninguém viu ainda acontecer. A gente vai ter que executar coreografias complicadas e difíceis. Minha expectativa é essa de que vai surpreender. As pessoas vão ficar surpresas com o que vão ver.
O competidor está confiante de que vai dar trabalho aos demais e que pode levar para casa o prêmio R$ 500 mil.
— Todo mundo dança, então é muito difícil a gente ter uma conclusão a respeito: se eu sou bom ou se dá para eu ganhar. Mas acredito que seja um dos caras que têm boa chance. Todos os participantes têm, mas acho que vou incomodar um pouco.
E ele tem os motivos para acreditar que tem chances reais de vitória: é extremamente dedicado e comprometido com o reality.
— Estou ensaiando umas quatro vezes por semana. Fico repassando as coreografias no banheiro. Por exemplo, tem alguns giros que fiquei treinando no box, justamente por ser um espaço curto que é para poder girar no eixo. Fico passando a coreografia na cabeça, filmei no celular que é para ver várias vezes. Estou muito focado mesmo.
Mika tem algumas ressalvas, apesar de toda a confiança, pois sente a responsabilidade de ter que guiar a companheira, a professora Bárbara Guerra, nas coreografias. Afinal, na dança de salão, os cavalheiros é que conduzem as damas.
— Para o homem é mais difícil ainda porque a gente tem que conduzir. E quando a gente não conduz, é nítido. Principalmente para o jurado que conhece. Ele vê que a professora está guiando e, muitas vezes, isso acontece. Ela me fala: “Mika, você tem que me conduzir”. E eu falo que não sei. Mas estou aqui para evoluir, para aprender.
Segundo ele, a participação no Dancing Brasil veio no momento certo de sua carreira.
— Aceitei o convite mais pelo fato de estar envolvido com a dança. Eu realmente queria aprender a dançar mais, a levar isso para o meu show. Vai que coloco uma coreografia em uma música? Pode ser uma parte rápida do show, acho legal para caramba.

Um dos diferenciais de Mika em relação aos outros 13 participantes é ter integrado o elenco de Rebelde, telenovela em que atuava, cantava e dançava. No entanto, ele frisa que as danças são distintas e que, com isso, não leva vantagem.
— Ter atuado lá [no Rebelde] me ajuda mais ou menos, porque as coreografias eram completamente diferentes. Os estilos que foram apresentados agora são uns que tenho dificuldade. Tem uns três ou quatro lá que nunca ouvi na minha vida e nunca vi ninguém dançando. No Rebelde, era uma coisa mais simples. Acho que o que pode ajudar é a desenvoltura no lance de estar fazendo. Mas não chega nem aos pés de uma coreografia.
Segundo ele, os primeiros dias de ensaio foram bastante difíceis.
— Parecia uma criança que não sabia andar no começo. Pisava no pé, tropeçava... é bem complicado e dançar junto é bem complexo.
O desafio do reality é que cada casal vai dançar um ritmo diferente por episódio. Mika achava que tinha chances de se dar bem em uma coreografia específica, mas mudou de ideia assim que estudou sobre o assunto.
— Não sei de verdade em qual ritmo vou me dar melhor. Eu achava que forró. Mas aí a gente teve um workshop e vi que não. Sou muito ruim em forró. A gente acha que faz o básico, dois pra lá e dois pra cá e tá ótimo. Mas o forró dançado não é isso que a gente está acostumado a ver. Estou aí para aprender. Estou me dedicando, fazendo uma coisa que realmente amo, estou curtindo para caramba. Só tenho a agradecer.
Mika ainda rasgou elogios à professora.
— Estou me dando muito bem com a Barbara. O mais legal, e que deu química, é que ela tem plena consciência de que são coisas novas para mim e respeita as minhas limitações. Se eu não consigo, ela vai e espera um pouco e me ensina o passo a passo. Mas o mais legal ainda é que ela não desiste. Mesmo se o movimento for difícil, ela me faz acreditar que vou conseguir e a gente fica repetindo o passo a passo. Em vez de querer tapear ou dar um truque, a gente segue com a coreografia. Isso, de certa forma, me motiva a fazer. Ela é uma querida.
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