Richarlyson convoca a mãe para ensaiar em casa: “Mostro os ritmos para ela aprender junto”
Em entrevista, atleta fala sobre preparativos e estilos mais desafiadores no Dancing Brasil
Dancing Brasil 1|Rafael Molica, do site oficial

Diretamente dos gramados para a pista de dança, Richarlyson quer provar que tem muito samba, e vários outros ritmos, no pé. O jogador de futebol é uma das estrelas que está empolgado para brilhar no palco do Dancing Brasil, que estreia nesta segunda-feira (3), às 22h30.
Perfeccionista assumido, o atleta confessa que já se pegou repassando as coreografias fora do período de ensaios.
— Semana passada, estava no quarto e a rádio tocou um rock meio parecido com o que ia dançar e comecei a fazer os passinhos no quarto sozinho. É engraçado que você vai em algum lugar que está tocando música e você começa a fazer os passos.
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Bem humorado, ele se diverte com a nova rotina e até convocou a ajuda de alguém muito especial onde vive, em Bauru, interior de São Paulo.
— Costumo dizer que estou ficando meio doido com esse negócio da dança porque quero muito aprender e sou muito dedicado para isso. Fico mostrando para minha mãe [Maria de Lourdes], fazendo ela fazer o passo junto para aprender. Minha mãe fala que ela é difícil, é dura. Mas a gente fica brincando. É legal.

Desafios
Richarlyson listou quais os ritmos que acredita que terá maior facilidade, apesar da sólida carreira concentrada apenas no esporte.
— Prefiro muito mais o samba, a salsa. São ritmos não que eu sei dançar, mas são mais fáceis porque são muito próximos de nós, do brasileiro e do sul-americano. Tive uma experiência muito bacana na Áustria, quando morei em 2004. Praticamente em todo o final de semana eu ia a um clube de salsa. Não que eu seja um exímio dançarino de salsa, mas já tenho os passos básicos. Não vou passar vergonha. Como é muito rápido, fica mais fácil. Você já pode pular uma etapa.
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Já outros estilos devem ser mais desafiadores para o jogador de futebol.
— Se vem um tango, foxtrote, eu não tenho noção nenhuma. Isso me assusta e não tem tanto tempo de preparação. É aquela coisa: três ensaios semanais de quatro horas, 12 horas no mínimo para chegar na segunda-feira e ir bem. Os jurados estão muito exigentes, pegaram pesado. Vou ter que mostrar muito porque eles sabem que sou enérgico, que sou um jogador.

Muitos ensaios
O jogador está preparado para a pressão que virá a cada programa.
— Nós não vamos ter tanto tempo assim de preparação como foi no primeiro episódio que tivemos praticamente três semanas. Agora, é só uma semana. Se não pegou, vai ter que dar um jeito na hora do ao vivo e improvisar. É um desafio e tanto. Nunca dancei, nunca tinha participado disso. Para mim, está sendo muito bacana como muito desafiador.
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O atleta acredita que vai enfrentar fortes concorrentes.
— Temos competidores que são exímios dançarinos, como é o caso da Sheila [Mello], do Tony [Salles], MC Gui. Todos têm meio que uma vivência na música. Fabíola [Gadelha] e o Dalton [Rangel] e eu, por exemplo, somos leigos na história. Mas os preparativos estão a mil. Estou amando o convite, eternamente grato serei. Mas quero poder chegar até o final. Tenho muito a aprender e a dar também.
Para Richarlyson, os anos no futebol podem soprar a seu favor.
— Quanto a questão esportiva, tenho mais facilidade de pegar o ritmo. Não é fácil, mas a gente vai conseguindo.
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