Caso Larissa Manuela: ‘Só bem depois caiu a ficha de que eu não teria mais ela aqui’, desabafa a mãe da menina
Em entrevista exclusiva a Eleandro Passaia, Adenúzia Santos fala sobre a morte da filha que chocou o Brasil
Domingo Espetacular|Do R7

O Domingo Espetacular repercutiu o caso de Larissa Manuela, de 10 anos, brutalmente assassinada com 16 facadas, na cidade de Barueri (SP).
Em entrevista ao apresentador do Balanço Geral, Eleandro Passaia, a mãe da menina, Adenúzia Silva Santos, revelou que Larissa era muito alegre, independente e fruto de um sonho realizado.
“Ela era muito alegre e faladeira… Foi uma filha que eu esperei muito, ela foi planejada. Ia para a escola sozinha, até porque era só descer a rua”.
Adenúzia contou, com detalhes, a cena desesperadora que encontrou ao chegar em casa após o trabalho:
“Eu entrei em casa, depois de ter passado no mercado, e abri a porta. Tudo estava normal. Coloquei minha bolsa em cima do balde de roupa que estava lá e fui abrir a janela. Aí vi ela no chão. Tomei um susto, vi sangue. Na hora pensei: ‘Minha filha se machucou com o quê?’ Eu achava que ela estava viva”.
Investigações e suspeitos
As autoridades trabalham com duas linhas de investigação. A primeira é que o crime teria sido uma vingança contra o pai da menina, Cícero de Lucena, esfaqueado semanas antes. A segunda aponta Diego Antônio Magalhães, padrasto de Larissa, como principal suspeito.
Segundo Adenúzia, na véspera do crime, os dois discutiram:
“A Larissa estava mexendo no meu celular e falou: ‘Mãe, digita a senha para mim’. Aí o Diego disse: ‘Eu também quero saber a senha’. Eu respondi que não ia deixar ele saber”.
Ela afirma que o ex-companheiro tinha comportamento abusivo, bloqueando pessoas das redes sociais dela sem permissão. Após a briga, Diego teria saído de casa sem dizer uma palavra.
Em sua defesa, Diego apresentou imagens de câmeras de segurança mostrando que estava no trabalho cerca de uma hora após o horário estimado do crime. No entanto, outras imagens indicam que ele saiu para trabalhar às 7h30, retornou para almoçar, trocou de roupa e saiu às 13h, no período em que o assassinato teria ocorrido.
Ao ser questionado, Diego afirmou que não se lembrava de ter trocado de roupa. O boné que usava pela manhã foi encontrado no lixo. As demais peças estavam guardadas. Já o tênis teria sido descartado por sua mãe.
Na cena do crime
Com autorização da família, o jornalista Eleandro Passaia visitou a casa onde o crime aconteceu. A residência, onde viviam havia três anos, estava abandonada desde então.
Na cozinha, Passaia mostrou o local onde ficava a faca que desapareceu após o crime. No quarto, roupas da menina permanecem no local, inclusive o uniforme que usaria no dia do assassinato.
À espera de justiça
Abatida pela grande perda que sofreu, a mãe contou que demorou para compreender toda a situação pela qual está passando.
“Eu não quis acreditar que isso aconteceu com a minha filha. Só bem depois caiu a ficha de que eu não teria mais ela aqui”, desabafou a mãe.
A Justiça negou o pedido de prisão preventiva de Diego, que segue sendo investigado em liberdade. A família aguarda a quebra do sigilo telefônico do suspeito e o resultado da perícia do carro usado por ele no dia do crime.
Confira a reportagem na íntegra:
O Domingo Espetacular, apresentado por Roberto Cabrini e Carolina Ferraz, vai ao ar às 19h30.















