‘Pra mídia, nova Richthofen’, diz empresária que agrediu empregada em entrevista exclusiva a Cabrini
Ainda na reportagem que foi ao ar no Domingo Espetacular do último final de semana (10), outras vítimas deram depoimentos
Novidade|Do R7

Roberto Cabrini entrevistou, no Domingo Espetacular que foi ao ar na noite do último final de semana (10), os principais envolvidos no caso de violência que causou uma comoção nacional na última semana.
Samara Regina Soares, empregada doméstica e grávida de seis meses, denunciou a patroa, Carolina Sthela dos Anjos, alegando ter sido agredida e torturada por ela na casa em que trabalhava, na regão da Grande São Luís (MA).
A história ganhou enorme repercussão porque a própria empregadora narrou detalhadamente, em uma série de áudios enviados a grupos de mensagens, as violências que teria cometido contra a jovem, após suspeitar que ela havia roubado um anel.
Na reportagem, Cabrini também apresentou o depoimento de outra vítima de Carolina, Sandila Manuely Ferreira, uma ex-babá que a processou por calúnia após ser acusada injustamente de furto de uma pulseira.
A vida de Samara após as agressões: “Medo constante”
Samara descreveu a Cabrini os momentos aterrorizantes vividos durante aquela manhã fatídica. “Eu não ia sair dali viva”, relatou, mencionando socos e empurrões sofridos enquanto era pressionada para revelar o paradeiro do anel desaparecido.
Agora ela diz viver sob forte tensão: “Além das dores que eu ainda sinto, fico o medo constante de sair de casa. Fica aquele medo. Eu fico olhando para um lado para o outro, para ver se não tem ninguém. Um medo de estar alguém me vigiando, me seguindo. Nem mesmo dormir eu consigo mais.”
Samara fala em memórias que dificilmente vai esquecer. “Eu vou continuar lembrando, vou continuar sentindo. Espero que ela pague de verdade”.
Sandila, a outra vítima: “Carolina faz qualquer pessoa que trabalhe com ela adoecer”
O jornalista encontrou ainda outra vítima de Carolina, a ex-babá Sandila Manuely Ferreira, que venceu um processo contra a patroa por calúnia, uma falsa acusação de furto. “A acusação do crime aconteceu depois de um passeio.
Foi em uma sexta feira na qual ela me ligou três horas da tarde perguntando se eu tinha visto a pulseira da criança. E que se eu não entregasse a pulseira da criança, ela iria na delegacia falar que eu havia roubado.”
Sandila vê um padrão nas ações da antiga patroa: “Carolina faz qualquer pessoa que trabalhe com ela adoecer psicologicamente”. E completa: “Pelo que eu percebi, ela faz isso com pessoas que são de classe baixa, que nem eu, que nem a Samara.
A antiga funcionária afirma que não superou o episódio e espera por justiça: “Isso não foi um capítulo virado ainda. Para mim, vai ser virado mesmo quando a justiça realmente for feita. Eu quero que ela pague, por tudo que ela fez tanto comigo como com a Samara.”
Carolina se defende e reclama da mídia: “Confusão mental”
Em entrevista exclusiva realizada por Cabrini no presídio feminino de Pedrinhas, na capital maranhense onde aguarda julgamento, Carolina negou todas as acusações feitas contra ela.
Ela afirmou: “Nada do que ela falou é verdade”. Ao jornalista, ela mostrou-se ainda incomodada com a imagem projetada pela imprensa. “Pra mídia, sou a nova Suzanne Richthofen. Mas eu não sou. Eu não sou criminosa, eu não sou assassina e eu jamais seria”, desabafa.
Sobre as acusações de Samara, ela reitera: “Nada do que ela falou é verdade. Ela não foi espancada dentro da minha casa. Ela não foi torturada e não foi ameaçada”.
Carolina também apresenta a Cabrini uma explicação para a gravação dos áudios. “Eu estou gestante de três meses e antes mesmo de descobrir [a gravidez], já estava tendo surtos, até com meu marido mesmo, de explosão, de falar o que não quero, de ter confusão mental”.
Ainda sobre as mensagens, ela afirma que “não é uma confissão”. “Eu não fiz nenhum relato. Grupo a gente sabe que a gente brinca. Nunca foi uma brincadeira, porque isso seria uma brincadeira de muito mal gosto e muito séria. Na verdade, está sendo muito sério. Eu não sei, posso ter tido o erro de querer ter feito o que era para a polícia ter feito. Ter confrontado ela, dado o flagrante, porque foi feito isso”, declarou a Cabrini.
Cabrini a confronta, perguntando se ela tem consciência que a investigação demonstra que Samara não roubou o anel. “Não, não é que ela não tenha roubado. Porque o flagrante foi feito, mas não pela pessoa que era para ter feito. Que é a polícia”, responde Carolina.
A empresária também relata estar sofrendo ameaças: “[Falam] Que eu tentei assassinar uma pessoa, até de facções recebi mensagens de que iam tirar minha vida. Que quando eu entrasse no presídio eu não ia sair”.
A empresária também refutou as acusações de Sandila. “O que aconteceu com essa babá três anos atrás não foi nada do que estão falando que aconteceu com a Samara. O que aconteceu com essa babá foi que eu mandei um áudio para ela. Na verdade, sumiu uma pulseira do meu filho, ela me mandou mensagem dizendo que estava indo embora enquanto eu estava chegando de viagem do aniversário do meu filho. E eu pedi que ela me esperasse para que a gente pudesse ver o que havia acontecido. E ela disse que ela estava indo embora porque ela não ia pagar nenhuma pulseira. Foi apenas isso. Eu nem tive contado com ela”.
Carolina fala em perdão: “Eu acho que ambas precisam se desculpar. Porque o que eu estou passando eu não aconselho para ninguém. E peço perdão também para ela, se algum dia eu causei algum mal. Nunca foi minha intenção. E eu jamais faria nada que pudesse prejudicar a vida dela ou do seu filho”.
O Domingo Espetacular, apresentado por Roberto Cabrini e Camila Busnello, vai ao ar às 18h.














