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Brasileiros na linha de frente: saiba como é a rotina de quem luta pela Ucrânia contra a Rússia

Histórias de brasileiros que defendem a Ucrânia e enfrentam desafios diários no conflito

Domingo Espetacular|Do R7

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Você vai conhecer agora histórias de brasileiros que estão na Ucrânia para defender o país na guerra com a Rússia. Na linha de frente dos combates, eles registraram para o Domingo Espetacular a rotina tensa e aterrorizante que vivem por lá há quase dois anos.

Carlos Eduardo Cândido, ex-militar do Exército no Rio de Janeiro, de 32 anos, enfrenta as tropas russas desde 2022. Ele conta que “o risco de vida aqui é 24 horas por dia”, mas afirma que tudo faz sentido quando lembra que foi à Ucrânia “ajudar as pessoas que precisam”. Em uma trincheira na região de Donetsk, passou 24 horas sob intenso bombardeio e descreve: “Nessas horas, só dá para orar. Pedir proteção de Deus, mais nada. Faz chover... mísseis, literalmente.”

Hoje, Cândido vive em Kharkiv, cidade próxima à fronteira russa, alvo constante de ataques. Ele relata que “quase que diariamente a Rússia ataca esta cidade”. Um dos bombardeios mais recentes atingiu uma creche com 48 crianças. “As crianças estavam com muito medo. Choravam”, contou uma moradora que ajudou nos primeiros socorros. A explosão deixou um morto e seis feridos. “Onde já se viu atacar um jardim de infância cheio de criança?”, desabafa Cândido.

Outro brasileiro, Guilherme Ribeiro, de 49 anos, também luta ao lado dos ucranianos desde 2022. Ele atua no reconhecimento de áreas de combate com drones. “Tudo é informado em tempo real. Assim que um alvo é detectado, nossa equipe de bombardeio é imediatamente acionada”, explica. Guilherme mostra o preparo para as missões: armamentos, coletes, granadas e equipamentos de comunicação. Ele vive com dois soldados ucranianos — um deles ferido — e diz que “a cada três meses tem férias”. Pretende se casar com uma ucraniana.

Mesmo longe do front, os dois tentam manter uma rotina comum. “É um país em guerra, porém tudo muito limpo, tudo funcionando”, diz Guilherme. Já Cândido reflete sobre o preço da luta: “Cada bandeira dessa representa uma pessoa que faleceu defendendo a causa ucraniana. Aqui lutamos duas guerras — a física e a psicológica, que é a saudade da família.”



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