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Domingo Espetacular

Comandante e policial são vítimas de feminicídio por parceiros armados e com histórico de violência

Quatro mulheres são vítimas de feminicídio diariamente; casos recentes envolvem policiais

Domingo Espetacular|Do R7

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A sala está vazia. Dayse Barbosa, de 37 anos, se dedicava à criação da filha de oito anos e ao comando da Guarda Civil de Vitória, no Espírito Santo. Ela foi vítima do feminicídio que sempre combateu. “Eu sou mulher, e sempre que eu imponho os meus limites, vão dizer que sou metida. Eu apoio outras mulheres”, dizia Dayse. Nas redes sociais, alertava: “Você, homem, não toque sem permissão. Não insista.” 

O agressor, Diego Oliveira de Sousa, ex-namorado e policial rodoviário, não aceitava o fim do relacionamento. Segundo a delegada Rafaella Aguiar, ele “se imbuiu de um poder que se achou divino, de decidir pela vida e pela morte. E ele decidiu pela morte dela, bem como a dele”. Dayse foi morta na própria casa, atingida por três tiros, enquanto a filha dormia em outro local. 

Em outro caso, Flávia Barros dos Santos, de 38 anos, foi assassinada em Aracaju pelo policial penal Tiago Miranda de Matos, diretor de presídio. A vítima havia terminado a relação após episódios de ameaças e maus-tratos. A perícia aponta que os tiros foram disparados à curta distância, alguns encostados na cabeça de Flávia. 

Especialistas alertam que a combinação de violência doméstica e acesso a armas por agentes de segurança aumenta o risco de feminicídio. Familiares e colegas lembram as vítimas como mulheres fortes e exemplares. “A gente tem que honrar o que ela fez até hoje, honrar quem ela era e seguir em frente”, diz a guarda Renata Tristão. 


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