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Comendo Por Aí: Mil-folhas conquista pela massa crocante e recheios doces e salgados variados

A história e a versatilidade do mil-folhas: da sobremesa clássica às variações salgadas

Domingo Espetacular|Do R7

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Folhas... Mais folhas... Mil folhas! O “Comendo por Aí” de hoje explora as diferentes versões dessa sobremesa elegante, feita com massa folhada crocante e recheios que vão do creme de confeiteiro com chocolate branco e frutas vermelhas ao pistache e doce de leite. Mas a iguaria também ganha uma versão salgada, com batata, creme carbonara e guanciale. 

A confeiteira Carolina Molena trabalha na área há 17 anos e encontrou nos mil-folhas uma nova oportunidade depois de perder o emprego durante a pandemia. “Essa receita do mil-folhas era uma receita que eu fazia uma vez por ano, no Natal. Mas sempre dava muito trabalho, né? E aí, por isso que eu fazia só uma vez por ano. Na pandemia, eu fiquei desempregada. E aí, eu comecei a fazer mil-folhas pra vender. Comecei divulgando pros amigos, e aí foi crescendo”, conta. Hoje, ela oferece cinco sabores, entre opções tradicionais e receitas que mudam regularmente. 

A massa folhada é preparada com manteiga e várias dobras, processo que garante leveza e crocância. O resultado aparece em bolos e porções individuais com creme de baunilha, chocolate, pistache e doce de leite. Para quem prefere sabores salgados, a sous-chef Raquel de Paiva prepara um mil-folhas de batata com pelo menos dez camadas, creme carbonara feito com gema pasteurizada e óleo do guanciale, além de cubinhos da carne. 

Outra opção é a quiche de massa folhada, apresentada por Nicole Hirata. A receita leva ovos, leite, creme de leite, queijo branco e alho-poró, mas permite diferentes recheios. A massa é resfriada antes de ir ao forno para manter sua delicadeza. Nicole conta que se formou em Direito e trabalhou como advogada por cerca de seis meses, com contratos e fusões e aquisições, antes de seguir outro caminho profissional. 

A história do mil-folhas remonta a 1651, quando o escritor e chef François Pierre de La Varenne criou a receita. O doce ganhou fama mundial no século 19, especialmente após o confeiteiro Adolphe Seugnot abrir uma loja no centro de Paris, em 1867. 

No restaurante do chef Thiago Bergamini, a sobremesa leva creme pâtissier com fava de baunilha e chocolate branco, combinado com calda de frutas vermelhas, preparada com frutas frescas ou congeladas e um toque de suco de laranja. A montagem usa três placas de massa e dois andares de recheio. Entre tantas possibilidades, o mil-folhas prova que suas camadas guardam muito mais do que uma sobremesa: são mil sabores para experimentar.


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