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Domingo Espetacular

Comerciantes usavam lojas de capinha de celular para lavar dinheiro para facções

Investigações revelam esquema de mais de R$ 100 milhões no Brasil

Domingo Espetacular|Do R7

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Um grupo de comerciantes foi alvo de uma investigação por lavagem de dinheiro envolvendo facções criminosas do Brasil. Segundo a polícia, o esquema movimentou mais de R$ 100 milhões, operando através da venda de capinhas para celulares. O caso revelou um novo comportamento das facções: a terceirização da lavagem do dinheiro.

A operação se concentrou um condomínio em Foz do Iguaçu, Paraná, onde Reda Zayoun e seus irmãos foram presos. Os empresários libaneses possuíam lojas em locais como a Rua 25 de Março em São Paulo. Apesar das origens humildes, passaram a ostentar luxo nos últimos anos.

Bárbara Luzia Souza Carvalho foi identificada como peça central na operação. Ela teria movimentado R$ 47 milhões enquanto declarava uma renda baixa. O marido dela, Jean Felipe Cunha Costa, também está envolvido; ele já era investigado por lavar dinheiro para outra facção criminosa.

O grupo utilizava empresas fictícias para prestar serviços a organizações criminosas. Uma gráfica movimentou R$ 32 milhões em um mês sob supervisão do contador Thierry Martins Lourenço Ribeiro

As investigações revelaram o uso do método "hawala", sistema árabe baseado na confiança, ideal para burlar controles financeiros. Os empresários atuavam na região estratégica da tríplice fronteira, conhecida pelo contrabando até centros urbanos como São Paulo.

Durante as apurações, surgiu ligação com indivíduos associados à Al-Qaeda, segundo autoridades americanas, aumentando a gravidade internacional deste caso.

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