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Domingo Espetacular

Donos de pets criam estratégias para acalmá-los durante queima de fogos e relatam drama com barulho

Problemas causados por fogos de artifício afetam animais e indivíduos com sensibilidade auditiva

Domingo Espetacular|Do R7

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Apesar de ser uma tradição de muito tempo, os fogos nas festas de final de ano afetam os animais e deixam tutores apreensivos sempre que chega essa época. O Domingo Espetacular foi conhecer a história de donos e pets que passam por essa dificuldade e o que fazem para contorná-la, bem como entender porque eles ficam tão fragilizados com o barulho. 

Entrevistada pela reportagem, Alexia encontrou uma alternativa para aliviar o estresse: escutar muita música com sua mascote de cinco anos e levar para passear. E na hora da virada, apaga as luzes e fecha as janelas. Por morar em um condomínio que tem outros animais, eles acabam fazendo companhia uns aos outros nos momentos mais tensos. 

E ela não é a única: Priscila também criou uma estratégia para seu Shih Tzu, parecido com a da colega. Durante o dia, gasta muita energia para que ele fique mais tranquilo à noite e o distrai com brinquedos e outros itens que fazem barulhos. Se tiver um ‘amiguinho’ cachorro por perto, a tendência dele é segui-lo, e aí fica ainda mais fácil de não ser tão afetado pelos fogos. 

O Domingo Espetacular acompanhou minuto a minuto dos momentos antes da chegada do novo ano e como se comporta cada pet, além de entender, de perto, as táticas dos tutores para acalmá-los. O local em que a virada foi menos tranquila foi Suzano, na Grande São Paulo. Por lá, fogos de artifício lançados em uma chácara deixaram vários cães aflitos. Meire, que cuida de um abrigo no município, contou para nossa equipe o desafio de mantê-los nos eixos. 

Veterinários de uma clínica visitada pela reportagem contam que tanto cachorros quanto gatos apresentam estresse extremo e comportamento de fuga, muitas vezes levando a caso de brigarem entre si, sofrerem com traumas e, em casos mais extremos, morte – foi o caso de um cão idoso que faleceu no local no último ano e que sofria de convulsões toda vez em que começava o show pirotécnico. E o movimento nesses estabelecimentos sempre cresce nas festas de fim de ano. 

A preocupação, porém, não se resume somente ao Réveillon. Os fogos também são usados em outras comemorações, às vezes sem motivo claro, o que causa sofrimento mesmo para seres humanos. É o caso de Ana Clara, uma menina de 11 anos diagnosticada com transtorno do espectro autista aos quatro e que sempre entra em crise quando o barulho começa, como dito por sua família ao Domingo Espetacular. 

Nesses casos, uma boa solução é usar fones de ouvido isolantes, ou cor-de-rosa, no caso dela. Protetores auriculares, abafadores de som, tudo isso ajuda. Bebês, crianças e idosos são outros grupos que precisam de proteção. “No dia que não tiver fogos, a gente vai poder festejar de verdade o ano novo”, concluiu uma das entrevistadas à reportagem. 


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