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Estudante é morto a tiros após discussão de trânsito; bombeiro tem histórico de violência

Bruno Hashimura San Juliano, 23 anos, foi assassinado por bombeiro durante desentendimento em Taubaté

Domingo Espetacular|Do R7

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Bruno Hashimura San Juliano tinha 23 anos e realizava o sonho de cursar Medicina quando teve a vida interrompida. O estudante foi assassinado a tiros em 30 de setembro, após uma discussão de trânsito em Taubaté, no interior de São Paulo. Ele seguia para a faculdade, onde faria uma prova do segundo ano do curso, quando foi morto por Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, bombeiro militar de 28 anos. 

Segundo uma testemunha ouvida pela investigação, após uma discussão que começou na entrada de um túnel e continuou por cerca de 500 metros, Marcos quebrou o vidro do carro de Bruno, sacou uma arma e disparou cinco vezes. Quatro tiros atingiram o estudante, que conseguiu sair do veículo e correr em busca de socorro, mas morreu no hospital. “Foi covardia o que aconteceu com ele. Ele não teve chance de se defender”, afirmou Lorena Coimbra Coelho, viúva da vítima. 

O bombeiro estava no carro com a mulher e o filho de nove meses. A defesa alega que Marcos acreditou que Bruno tentaria assaltá-lo e afirma que o estudante teria tentado atacá-lo com um objeto. A versão não convenceu a polícia. Segundo o delegado, “Não foram identificados elementos objetivos que demonstrem que a vítima tenha anunciado um assalto ou exibido arma de fogo”. Um canivete foi encontrado no carro de Bruno. 

O estudante deixou um filho de dois anos e era o único filho de Soraia Oliveira Hashima. Emocionada, a mãe lamentou a perda e disse que gostaria de trocar de lugar com ele. “Eu queria pedir a Deus a oportunidade de trocar com o meu filho”, declarou. Bruno era dedicado à família e sonhava em se tornar profissional da saúde, como mostra o jaleco que guardava com orgulho. 

Marcos foi preso em flagrante, mas solto no dia seguinte. Após recurso do Ministério Público, voltou a ser preso e foi levado ao presídio militar Romão Gomes, em São Paulo. O caso também trouxe à tona registros de pelo menos três outras ocorrências envolvendo discussões de trânsito nos últimos oito anos, nas quais o bombeiro teria apontado uma arma para outros motoristas. A defesa afirma que esses inquéritos foram arquivados. 

O militar também é alvo de uma medida protetiva que o impede de se aproximar da ex-mulher. Em outra ocorrência, uma ex-vizinha o acusou de agressão física após uma discussão por uma vaga de estacionamento. 

Soraia recebeu a equipe no condomínio em Jacareí onde Bruno cresceu e mostrou o jaleco que simbolizava a realização do sonho do filho. Ela espera que o bombeiro permaneça preso, mas diz que não busca vingança. “Além da justiça que eu peço, que ele seja invadido por muito amor. Por muito amor. E que ele tenha consciência e clareza do que ele fez”, afirmou. 


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