Exclusivo: Cabrini revela o que os executores de Vinícius Gritzbach têm a dizer após um ano
Novas evidências e depoimentos mudam os rumos da investigação
Domingo Espetacular|Do R7
Exclusivo! Um ano após o assassinato de Vinícius Gritzbach, os três militares apontados como executores do crime decidiram quebrar o silêncio. “Arrombaram a minha casa, clonaram meu celular e me acusaram de cometer esse crime”, relatou Vinícius antes de ser morto. Roberto Cabrini revisita a investigação e revela uma teia complexa que envolve o crime organizado, setores da polícia e o próprio empresário, que “sabia demais e traiu a principal organização criminosa do país”. Essa é “A Grande Reportagem” de hoje.
A reportagem reúne documentos inéditos, depoimentos e novas testemunhas, além da primeira e única entrevista de Vinícius Gritzbach, na qual ele denunciava lavagem de dinheiro e assassinatos ligados ao crime organizado. Segundo Vinícius, houve corrupção entre policiais e investigadores: “Você quer dizer que está sendo vítima de uma polícia que se deixou corromper? Sim, eu tenho provas.”
O crime ocorreu em 8 de novembro de 2024, no aeroporto de Guarulhos, o maior da América Latina, transformado em um verdadeiro cenário de guerra. Vinícius foi seguido desde a pista de táxi até a calçada intermediária, onde percebeu homens armados em um carro preto. Tentou fugir, mas recebeu 10 tiros fatais, falecendo minutos depois. Outras três pessoas também foram atingidas, incluindo seu motorista, Danilo Lima, que acompanhava Vinícius e confirmou os passos do empresário antes da execução.
As investigações identificaram três policiais militares como supostos executores: o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues. Documentos e mensagens encontradas em suas residências reforçam suspeitas de envolvimento, embora os militares neguem presença no local do crime. Um carro usado pelos assassinos continha um dispositivo exclusivo para bloquear sinais de celular, liberado apenas para as forças de segurança, o que dificultou a rastreabilidade dos autores.
A investigação também revela o envolvimento de líderes do crime organizado. Cauê do Amaral Coelho teria atuado como olheiro, enviando sinais para a execução, enquanto Diego dos Santos do Amaral (Didi) e Emilio Carlos Gongorra Castilho (Cigarreira) aparecem como mandantes do assassinato. A motivação teria relação com delações de Vinícius e desvio de milhões de reais, inclusive de investimentos em criptomoedas. Documentos mostram que Pablo Henrique Borges, envolvido no esquema, deixou o país pouco antes da execução.
Depoimentos de advogados, testemunhas e a análise de provas demonstram que setores da polícia e criminosos atuaram em conjunto, formando uma rede de corrupção que colocou Vinícius em risco. Mauro Ribas, advogado de Ruan Rodrigues, ressaltou: “Uma quadrilha de policiais civis que foi delatada por Gritzbach foi presa e alguns meses depois foram pegas com quase 23 celulares dentro do presídio da Polícia Civil. Isso indica que tem muita gente envolvida.”
No caso de Fernando Genauro, mensagens trocadas com o motorista de Vinícius, Danilo, indicam que ele buscava informações sobre os movimentos do empresário, enquanto Denis e Ruan negam participação direta. O planejamento detalhado do crime, incluindo rotas, dispositivos tecnológicos e cobertura de fuga, evidencia execução coordenada. Após o ataque, os executores foram resgatados e se misturaram à população, tentando ocultar rastros.
Além das conexões diretas com o PCC e o Comando Vermelho, a investigação também mostra que Vinícius havia denunciado extorsões e ameaças dentro da própria polícia. Sua morte expõe um quadro alarmante de conluio entre criminosos e setores do Estado. A reportagem conclui que, apesar da morte de Vinícius, sua voz e suas denúncias continuam ecoando, deixando um capítulo marcante na história do país: a execução do homem que sabia demais.
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