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Família de jovem morta em acidente com Porsche cobra respostas após três meses de investigação

Família de jovem vítima aguarda respostas sobre acidente ocorrido há três meses

Domingo Espetacular|Do R7

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A família da jovem que estava no banco do passageiro de um carro esportivo aguarda há três meses por respostas. Lívia Bevilacqua Batista, de 20 anos, morreu em um acidente em Campinas, no interior de São Paulo, ao lado do motorista, Arthur Rodrigues, também de 20 anos. O inquérito policial ainda não foi concluído. 

No dia 10 de julho, Lívia saiu com Arthur, que conhecia havia dois ou três anos. Segundo a irmã da jovem, Bianca, os dois consumiram bebidas alcoólicas em um bar. Imagens mostram o casal deixando o estabelecimento às 23h11. Oito minutos depois, uma câmera registra o momento em que Arthur perde o controle do carro esportivo e bate violentamente contra uma árvore. Os dois morreram na hora. 

A investigação aponta que Arthur estava com a habilitação suspensa por uma manobra perigosa e só poderia voltar a dirigir após fazer um curso de reciclagem. A via tinha limite de 60 km/h. Embora o laudo oficial sobre a velocidade ainda não esteja pronto, um perito consultado pela reportagem estimou que o veículo trafegava a cerca de 132 km/h em determinado trecho. A nota fiscal do bar registra a compra de duas garrafas de vinho. 

A mãe de Lívia, Danila, volta quase todos os dias ao local do acidente para cuidar de um pequeno altar em homenagem à filha. “Foi um ato inconsequente. Foi uma sequência de fatores errados, que precisam ser averiguados, verificados, investigados”, afirma. Bianca também acredita que a tragédia poderia ter sido evitada diante da combinação de bebida alcoólica, habilitação suspensa e alta velocidade. 

O caso levanta uma questão jurídica: o que acontece quando o motorista apontado como responsável por um acidente fatal também morre? Segundo um especialista ouvido pela reportagem, a morte do autor extingue a possibilidade de punição criminal. No entanto, o espólio — conjunto de bens deixados por ele — pode responder civilmente, com eventual indenização à família da vítima, limitada ao patrimônio existente. 

A responsabilidade também pode alcançar o Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP), caso fique comprovado que a ausência de dispositivos de segurança contribuiu para a fatalidade. O órgão informou que instalou novos radares, defensas metálicas e sinalização para estimular a redução da velocidade no trecho após o acidente. 

Para a família, a instalação posterior desses equipamentos levanta dúvidas sobre a segurança da rodovia. “A carta suspensa, ela é errada. O uso de bebida alcoólica, errado. Não ter um guard-rail, errado. Não ter um radar, errado”, diz Bianca. “Então, sim, o acidente poderia ter sido evitado. E minha irmã poderia estar aqui hoje.” 


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