Logo R7.com
RecordPlus
Domingo Espetacular

Funcionários de pronto-socorro passam mal depois de consumir refrigerante contaminado, em SC

A investigação identificou a responsável pela entrega da bebida: Evanildes Pereira de Souza, de 55 anos

Domingo Espetacular|Do R7

  • Google News

Santa Cecília, no interior de Santa Catarina, é uma cidade de pouco mais de 16 mil habitantes. No entanto, a tranquilidade local foi abalada por um episódio que teve como cenário o único pronto-atendimento do município. Uma suposta tentativa de envenenamento colocou em risco a vida de funcionários da unidade de saúde.

No dia do incidente, os profissionais realizavam suas atividades normalmente. Segundo a técnica em enfermagem, Fabiana Cristina da Silva, o plantão seguia seu curso e os funcionários se revezavam no lanche da tarde. Após receber um refrigerante de laranja dado pela família de um paciente, ela ingeriu a bebida e concluiu o trabalho sem perceber o perigo.

Minutos depois, o pronto-socorro se transformou em um local de emergência para os próprios funcionários. 11 trabalhadores passaram mal ao mesmo tempo. Todos estiveram na cozinha da unidade, onde consumiram o refrigerante.

A delegada Roxane Fávero Pereira Venturi explicou que a Polícia Civil isolou o local e entrevistou as vítimas, coletando os alimentos e bebidas ingeridos para perícia. A análise forense apontou a presença de clonazepam no refrigerante, substância usada em medicamentos controlados que provoca sedação, sonolência, lapsos de memória, tontura e comprometimento da capacidade de reação automática do corpo. Nenhuma outra substância suspeita foi encontrada.

A investigação identificou a responsável pela entrega da bebida: Evanildes Pereira de Souza, de 55 anos. Ela foi presa no dia seguinte, e, em sua residência, a polícia encontrou uma arma sem registro. O sobrinho dela, Jirlei Pereira da Costa, também foi preso temporariamente. Ambos permaneceram em silêncio nos depoimentos.

A principal linha de investigação é de que teriam agido juntos por vingança, já que Jirlei havia sido afastado do cargo de chefe de enfermagem dias antes, acusado de importunação sexual.

As investigações também indicam que Evanildes teria deixado outro refrigerante na mesma unidade, que atende pessoas com deficiência. Esse refrigerante não continha clonazepam ou qualquer substância suspeita.

A filha da suspeita acredita que a mãe foi vítima de uma armação e afirma que quem colocou a droga sabia que não iria causar morte, apenas um susto. O inquérito deve ser concluído nos próximos dias e encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se denuncia ou não os suspeitos.

O PlayPlus agora é RecordPlus: mais conteúdo da RECORD para você, ao vivo e de graça. Baixe o app aqui!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.