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Homem passa 9 meses preso injustamente por ter o mesmo nome de um assassino

Embora a perícia tenha confirmado os erros em abril de 2024 e o MP tenha reconhecido o erro em seguida, Anderson permaneceu preso até setembro de 2025

Domingo Espetacular|Do R7

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Anderson Gabriel, auxiliar de serviços gerais, foi injustamente preso por nove meses devido a um erro de identificação. Em janeiro de 2025, durante uma abordagem policial no Recife (PE), descobriu-se que um mandado de prisão estava em aberto contra ele, gerado pela coincidência de nomes com outro suspeito.


A confusão se agravou pela semelhança dos nomes das mães e a desatenção às diferenças nas informações pessoais e digitais dos envolvidos. Embora a perícia tenha confirmado os erros em abril de 2024 e o Ministério Público tenha reconhecido o erro em seguida, Anderson permaneceu preso até setembro de 2025.


Ele foi libertado apenas após a intervenção de uma defensora pública. O Tribunal de Justiça de Pernambuco afirmou que a prisão foi baseada em dados fornecidos pela polícia, destacando um problema estrutural no sistema judicial, onde erros similares são frequentes.


Um ano após sua liberação, Anderson ainda luta para reconstruir sua vida, enfrentando dificuldades para encontrar emprego devido ao estigma da prisão. Ele mora com a família em Jaboatão dos Guararapes, enquanto busca novas oportunidades.


Este caso ilustra falhas sistemáticas no sistema judiciário brasileiro, onde mais de mil pessoas foram indevidamente presas este ano, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça. As autoridades planejam implementar um cadastro único nacional para reduzir tais erros no futuro, oferecendo esperança de justiça e dignidade para indivíduos como Anderson.

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