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Inteligência artificial ajuda na busca pela identificação de vítimas do holocausto

O Memorial do Holocausto estima que a inteligência artificial possa ajudar a identificar cerca de 250 mil vítimas

Domingo Espetacular|Do R7

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Ichak Luftglas foi um dos sobreviventes do holocausto: o genocídio sistemático de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Sob o comando de Adolf Hitler, a Alemanha nazista perseguiu e deportou comunidades inteiras para campos de concentração. Sete em cada dez judeus na Europa morreram, seis milhões de pessoas assassinadas. O livro "A Incomum História de um Homem Comum" conta a vida de Ichak, que também lutou na guerra de independência de Israel até se mudar para o Brasil, onde morreu em 2005. Seu filho e autor do livro, Márcio Luftglas, ao escrever a história do pai, tinha o objetivo de que seus filhos tivessem orgulho da história e curiosidade.


Em Jerusalém, o Museu do Holocausto preserva a memória de todas as vítimas. Em um livro estão os nomes de quatro milhões e 800 mil pessoas assassinadas, resultado de um trabalho incansável de mais de 50 anos da instituição. O brasileiro Avraham é historiador emérito do museu e acompanhou de perto o trabalho de pesquisa. Nos anos 70, o museu enviou à comunidades judaicas do mundo inteiro formulários que agora são páginas de testemunho. Uma força-tarefa internacional permitiu que Avraham e Márcio descobrissem parentes que também foram vítimas. Neste mês de novembro, o Museu do Holocausto anunciou ter alcançado a marca de 5 milhões de vítimas identificadas. 80 anos depois do massacre, a busca pelos nomes continua e conta agora com o auxílio da inteligência artificial.


Muitos registros daquela época foram escritos à mão, em papéis que não foram preservados, e em diferentes línguas e alfabetos. O primeiro desafio é transformar todo esse material em texto digital. Com esses dados, a inteligência artificial trabalha com hipóteses, identifica nomes e sobrenomes comuns entre judeus da época e cruza as informações com um vasto banco de registros - de cartórios, fichas policiais, cemitérios e até cartas pessoais. O processo só termina depois da revisão de um pesquisador, que confirma o trabalho feito pela máquina. O Memorial do Holocausto estima que a inteligência artificial possa ajudar a identificar cerca de 250 mil vítimas. Ainda assim, é menos da metade. A estimativa é de que um milhão de nomes continuem sem identificação. A tecnologia tem avançado, mas os depoimentos de sobreviventes e familiares ainda são a principal fonte de novas descobertas.




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