Logo R7.com
RecordPlus
Domingo Espetacular
‌

Israel relembra ataque do Hamas três anos depois, enquanto moradores ainda vivem sob medo

Comunidades próximas à Faixa de Gaza relembram o atentado e enfrentam insegurança

Domingo Espetacular|Do R7

  • Google News

Nesta semana, o mundo relembrou o ataque do grupo terrorista Hamas a Israel, há três anos. Mais de mil pessoas morreram no atentado mais sangrento desde a criação do Estado de Israel. Quem mora perto da fronteira ainda sente medo e insegurança. Eram 6h29 da manhã de 7 de outubro de 2023 quando a fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza foi surpreendida por um ataque de proporções nunca vistas na região. Em uma base militar israelense, armas e documentos apreendidos mostram como o Hamas planejou a ofensiva, com mapas das comunidades mais atingidas. 

No kibutz Nir Oz, a seis quilômetros de Gaza, cerca de 500 terroristas atacaram uma comunidade que tinha 427 moradores. Um quarto da população foi morto ou sequestrado. Entre as vítimas estavam cinco parentes de Mauricio Shnaider. A irmã dele e o marido foram assassinados em casa, enquanto a sobrinha Shiri e os filhos, Ariel e Kfir, foram sequestrados. A família descobriu, um ano e meio depois, que os três morreram após duas semanas em cativeiro. O caso dos irmãos Bibas comoveu profundamente Israel. 

No kibutz Kfar Aza, a apenas um quilômetro e meio da Faixa de Gaza, 62 pessoas foram mortas. Casas foram atacadas e incendiadas, e muitas ainda não foram reconstruídas. Rona Epstein perdeu o irmão e a avó na invasão. Enquanto algumas famílias retomam a reconstrução, outras deixam as portas abertas para que visitantes conheçam a destruição. Moradores também recorrem a bunkers e quartos antibomba para se proteger de possíveis ataques. 

No kibutz Bror Hayil, conhecido por abrigar famílias brasileiras, Sandra Hirsch vive há 40 anos e diz que a insegurança permanece. “A gente fica com um pé atrás. Eu vou te falar com sinceridade. O grande problema é muito difícil pensar em paz com os palestinos enquanto eles são governados pelo Hamas.” Ela também afirma acreditar que o grupo planeja uma nova ação contra Israel. 

Um acordo de cessar-fogo trouxe de volta todos os reféns que estavam na Faixa de Gaza, mas o Hamas não concordou em entregar as armas. Essa é uma das condições impostas pelo governo israelense para reconstruir cidades destruídas pelos bombardeios. O fornecimento de alimentos e itens básicos no território é supervisionado pelo Exército de Israel. 

Na passagem de Kerem Shalom, na tríplice fronteira entre Israel, Gaza e Egito, caminhões aguardam para levar alimentos ao território palestino. Segundo o Exército israelense, 600 caminhões com comida entram por dia. Um relatório recente das Nações Unidas apontou aumento na entrada de alimentos no último ano e avaliou que o volume atual de suprimentos é suficiente para atender a população de mais de dois milhões de palestinos. 


No RecordPlus, tem mais conteúdo da RECORD para você, ao vivo e de graça. Baixe o app aqui!

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.