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Jeninho, cantor do hit 'Peão Todo Tatuado', conquista o Brasil com mistura de funk e sertanejo

O cantor goiano conquistou o público com uma mistura inusitada, adotou o chapéu como marca registrada e passou a ser conhecido como MC Peão

Domingo Espetacular|Do R7

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Se você ainda não conhece Jeninho, prepare-se para conhecer um dos nomes que mais chamaram atenção na música sertaneja em 2026. O cantor goiano conquistou o público com uma mistura inusitada de funk e sertanejo, adotou o chapéu como marca registrada e passou a ser conhecido como MC Peão. 

Hoje, milhares de fãs cantam de cor os principais sucessos do artista. Há pouco mais de um ano, porém, a realidade era bem diferente. Jeninho ainda tinha vergonha de subir ao palco e medo de cantar em público. 

Antes da música, o sonho era outro: o futebol. O cantor chegou a jogar nas categorias de base do Grêmio e depois do Goiás, dois clubes tradicionais do futebol brasileiro. Mas as dificuldades enfrentadas pelos atletas fizeram Jeninho repensar os planos. 

Foi quando ele decidiu abandonar o futebol e se dedicar à música. A escolha, no início, também trouxe a preocupação da mãe, que queria que o filho estudasse e fizesse uma faculdade. Ela chegou a dar um prazo para que ele decidisse o que realmente queria para o futuro. 

A música acabou falando mais alto. E Jeninho começou literalmente do zero. Nunca tinha cantado profissionalmente, subido em um palco, tocado um instrumento ou escrito uma música. 

Mas havia uma escola dentro de casa. Filho do produtor musical Jenner Melo, Jeninho cresceu cercado por composição e produção. O pai trabalha há mais de 30 anos com música e já escreveu canções gravadas por nomes conhecidos do sertanejo, como Simone & Simaria e Zé Neto & Cristiano. 

Aos poucos, Jeninho foi experimentando diferentes estilos. Gravou sertanejo, funk, trap, gospel, pagode e brega funk. Também mudou o visual várias vezes. Segundo a mãe, cada fase tinha um personagem diferente. 

Até que um sonho do pai mudou novamente o rumo da carreira. Jenner sonhou que o filho estava usando chapéu. Para ele, aquele sonho tinha um significado: Jeninho poderia unir a música que já fazia com as raízes sertanejas de Goiás. 

A ideia deu origem ao MC Peão. Jeninho passou a usar o chapéu e decidiu misturar o funk com o sertanejo. A nova identidade artística começou a ganhar forma, mas ainda faltava uma coisa: encontrar o público. 

A grande virada aconteceu em 2025, durante a Festa do Peão de Barretos. Naquele ano, Jeninho não chegou como uma estrela. Foi de carro, levou uma barraca no porta-malas e passou dez dias acampado no evento para divulgar o próprio trabalho. 

Dormia cerca de duas horas por noite e aproveitava cada oportunidade para apresentar suas músicas. Ia de barraca em barraca, procurava influenciadores, pedia oportunidades para gravar conteúdos e até usava camisetas com o nome da música e um QR Code para facilitar o acesso às canções. 

Entre as músicas divulgadas estava “Maria Barretão”. A estratégia deu resultado. Ao deixar Barretos naquele ano, Jeninho saiu com a sensação de que, finalmente, sua carreira poderia dar certo. 

Um ano depois, ele voltou ao mesmo lugar. Mas dessa vez, a recepção foi completamente diferente. Os carros que passavam tocavam suas músicas. Fãs pediam fotos. E o público já sabia cantar os versos de “Peão Todo Tatuado”. 

A música se transformou no grande sucesso da carreira de Jeninho. A canção chegou ao primeiro lugar entre as mais ouvidas do país e permaneceu entre as músicas mais tocadas durante meses. 

A parceria com a cantora Mariana Fagundes também ganhou reconhecimento. Os dois receberam um prêmio de feat do ano. 

Curiosamente, Mariana conta que não se apaixonou pela música logo de primeira. Quando recebeu a composição, não acreditou que pudesse fazer tanto sucesso. Mesmo assim, decidiu confiar no amigo e gravar. 

A aposta deu certo. 

“Peão Todo Tatuado” também aproximou Jeninho de uma outra pessoa importante: Maria Rita, sua namorada e inspiração para outra música de sucesso. 

O relacionamento começou justamente em Barretos. A história dos dois virou inspiração para “Cabelo Cacheado”, música que transforma o encontro do casal em versos sobre rodeio, peão e paixão. 

Maria Rita conta que a primeira vez que ouviu Jeninho cantar foi durante a gravação do DVD. Para ela, o momento foi especial porque, segundo a cantora, ninguém havia feito algo tão bonito antes. 

A história de Jeninho, porém, ainda está longe de terminar. 

Foram oito anos de caminhada até chegar ao reconhecimento que vive hoje. O menino que pensava em ser jogador de futebol passou por diferentes estilos musicais, mudou de visual, encontrou uma identidade e precisou conquistar o público aos poucos. 

Agora, com os holofotes voltados para ele, os sonhos também cresceram. Profissionalmente, Jeninho pensa em chegar ainda mais longe e sonha com uma indicação ao Grammy Latino. 

Mas, antes da fama e dos prêmios, existe um desejo ainda maior: retribuir à família. Ele sonha em dar uma casa para a mãe ou para a avó. E também sonha em construir a própria família. O maior sonho pessoal, diz Jeninho, é ser pai. 

Do menino que deixou o futebol para começar do zero na música ao artista que hoje vê multidões cantando seus sucessos, Jeninho encontrou no chapéu, no sertanejo e no funk uma identidade que o público reconheceu. 

E, pelo menos por enquanto, o MC Peão parece ter encontrado o lugar onde sempre quis estar: no palco, cantando para uma multidão que já sabe cantar junto. 

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