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Domingo Espetacular

Letras de funk 'proibidão' levantam alerta sobre violência e misoginia

As canções trazem forte apelo sexual e normalizam a violência contra a mulher

Domingo Espetacular|Do R7

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O funk é um dos ritmos mais populares do Brasil, mas muitas letras do chamado “Proibidão” trazem forte apelo sexual e se tornaram um espaço para normalizar a violência contra a mulher, principalmente entre os jovens. 

Inspirado no Soul e Blues americanos, o estilo musical chegou ao Brasil no final da década de 1970. O ritmo unia as batidas eletrônicas com as letras que retratavam o cotidiano dos moradores de comunidades cariocas, mas, com o tempo, a música se espalhou e ganhou novas versões.  

“A gente precisa ter muito em mente que existe uma diferença entre conteúdo explícito e violência. [...] Uma letra que diz que vai embebedar uma mulher e transar com ela, que vai botar ela num helicóptero e se ela não quiser ficar com ele, vai jogá-la do helicóptero, isso é violência. Não pode de jeito nenhum, é muito perigoso”, afirma Michele Miranda, jornalista e pesquisadora musical. 

A jovem Esther Barroso dos Santos foi espancada até a morte aós um baile funk na zona oeste do Rio de Janeiro. O crime teria sido motivado pela recusa da jovem em sair com um chefe do tráfico da região. Ela foi torturada e abusada.

Outra situação que causou revolta foi a expressão Regret Nothing (“não se arrependa de nada”, em português) estampada na camisa de Vitor Simonin, um dos cinco envolvidos no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, na zona sul carioca. A atitude revelou os discursos de desprezo e ódio que circulam na internet.


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