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Médico é suspeito de assassinar dois homens durante consulta no interior de SP

A polícia suspeita que a motivação do crime está relacionada a um histórico de denúncias apresentadas pelo médico

Domingo Espetacular|Do R7

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Um médico e um paciente foram brutalmente assassinados durante uma consulta, no interior de São Paulo. A terceira vítima escapou por pouco, mas segue internada em estado grave. O suspeito, que também é médico, está preso.  

O caso aconteceu na tarde de segunda-feira, 20 de outubro em Itapetininga, no interior de São Paulo. Dentro de uma clínica de optometria, que realiza exames de vista, três pessoas são baleadas. O dono do local, o optometrista Marcelo de Souza Nogueira, de 41 anos, e o paciente Paulo Correia Leite Júnior, de 31, são assassinados. O dono de uma ótica, Aguinaldo Antônio de Queiroz, de 45 anos, que havia levado Paulo para a consulta é ferido, mas sobrevive.  

Um homem usando o capuz da blusa é flagrado por câmeras de segurança na rua da clínica. De acordo com a investigação, ele entra no local e rapidamente executa o crime. A polícia acredita que o assassino ordenou que as três vítimas ficassem de joelhos ou deitadas de barriga para baixo. Ele atirou na parte de trás da cabeça de Marcelo e Paulo. Em seguida, ateou fogo nos corpos. Aguinaldo, o sobrevivente, foi baleado no rosto.  

A hipótese levantada pela investigação é que ele escapou porque teria virado a cabeça na hora da execução. Aguinaldo não teve o corpo incendiado, mas apresenta um ferimento no pescoço provocado por um instrumento pontiagudo, como um punhal. Oito minutos depois de ter entrado, o suspeito deixa a clínica como se nada tivesse acontecido.  

O homem segue a pé pela calçada, no sentido oposto ao trânsito, atravessa a rua, dobra na primeira esquina e caminha por dois minutos. Um total de 250 metros. Ele só para de andar na calçada onde havia deixado o carro estacionado no domingo, um dia antes do crime. Essa conduta, não deixa dúvidas para a polícia de que ele premeditou o que iria fazer.  

A polícia rastreou o carro usado na fuga e descobriu que havia sido alugado na quinta-feira, quatro dias antes do crime, e devolvido na terça seguinte, um dia depois dos homicídios. O homem que alugou o veículo foi identificado como José Gabriel Bloise de Meira, de 56 anos. Um conceituado oftalmologista da cidade.  

José Gabriel ficou conhecido na cidade pelo trabalho no consultório particular, mas o médico também é perito do INSS. José Gabriel é separado e tem duas filhas adultas. Na casa do médico a polícia encontrou uma pistola calibre 38, compatível com os cartuchos deixados na cena do crime, um colete a prova de balas e uma blusa vermelha. A polícia acredita que o assassino trocou de roupa dentro carro depois do crime.  

A polícia suspeita que a motivação do crime está relacionada a um histórico de denúncias apresentadas pelo médico contra a clínica de Marcelo e óticas da região. Dois inquéritos chegaram a ser abertos. Um em 2022 por um suposto exercício ilegal da profissão e outro em 2024 pela prática de venda casada entre a clínica que realizava os exames e as lojas que vendiam os óculos. As investigações não encontraram provas e os casos foram arquivados pelo Ministério Público. 


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