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Ondas gigantes, terremoto e temporais provocam destruição em países banhados pelo Pacífico

Em diferentes pontos do Pacífico, a força da natureza provocou destruição e deixou um rastro de estragos

Domingo Espetacular|Do R7

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Ondas gigantes, terremotos e enxurradas. Em diferentes pontos do Pacífico, a força da natureza provocou destruição e deixou um rastro de estragos. Nos Estados Unidos, o mar avançou sobre casas; no Panamá, um terremoto sacudiu prédios e provocou pânico; e, no Chile, temporais fizeram rios transbordarem. Todos os fenômenos ocorreram em países banhados pelo oceano Pacífico. 

Segundo o sismólogo Diogo Luiz de Oliveira Coelho, do Observatório Nacional, tempestades extremas concentram grandes volumes de água em pequenas regiões e em curtos períodos, provocando fenômenos como grandes ondulações. 

Nos últimos dias, ondas gigantes atingiram cidades do litoral da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos. A região está sob alerta por causa da tempestade tropical Rachel. Em Long Beach, carros foram arrastados, trechos do calçadão foram destruídos e a água invadiu ruas e chegou a casas próximas à praia. Autoridades enviaram escavadeiras para construir barreiras de areia e tentar conter o avanço do mar, mas a medida é considerada paliativa. Newport Beach, na região de Los Angeles, também registrou alagamentos. 

Patrick Barnard, diretor de pesquisa do Centro de Resiliência Costeira da Universidade da Califórnia, atribui parte da destruição às mudanças climáticas. “Tudo é amplificado pelas mudanças climáticas. Para começar, o Pacífico Oriental está mais quente do que nunca. Além do El Niño que estamos vivenciando”, afirma. O fenômeno altera o regime de chuvas e as temperaturas em várias partes do mundo. 

Inicialmente, houve quem suspeitasse que as ondas gigantes na Califórnia fossem um tsunami, após o terremoto que atingiu o Panamá, na América Central. No entanto, não há indícios de que o abalo tenha provocado as ondas. Segundo o especialista, apesar da magnitude elevada e da pouca profundidade, o tremor não reuniu todas as condições necessárias para gerar um tsunami. 

O terremoto de magnitude 7,7 ocorreu às 12h56 da última sexta-feira, na província de Herrera, a cerca de 200 quilômetros da Cidade do Panamá. Mais de 80 réplicas foram registradas, e a mais forte chegou à magnitude 6,6. O governo decretou estado de alerta e mobilizou a Defesa Civil para avaliar estruturas danificadas. As mudanças climáticas também ameaçam moradores de regiões onde as enchentes se tornaram frequentes.


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