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Polêmica com IA: brasileiro viraliza com versão não autorizada de sucesso de Taylor Swift

A canção se tornou um dos hits do verão no Brasil, mas com vozes de cantores como Dilsinho e Luísa Sonza

Domingo Espetacular|Do R7

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Um sucesso de um ícone mundial: a cantora Taylor Swift. A música "The Fate of Ophelia" já alcançou quase 300 milhões de visualizações em uma plataforma na internet. Traduzida para o português, a canção se tornou um dos hits do verão no Brasil, mas teoricamente com vozes de cantores brasileiros, como Dilsinho e Luísa Sonza. 

No vídeo, Luísa Sonza apenas dubla a música. A versão em português que está sendo ouvida é, na verdade, uma criação de inteligência artificial, que não foi produzida por Luísa Sonza nem por Taylor Swift. Isso levantou uma série de perguntas: quem é o dono da música? De quem seriam os direitos autorais? Seria possível responsabilizar alguém por uma canção criada através de inteligência artificial? A polêmica reacende a discussão sobre direitos autorais no uso de IA. 

Há quem diga que, no Brasil, a versão com a voz que imita Luísa Sonza faz tanto sucesso quanto a original de Taylor Swift. Nas redes sociais, a própria Luísa aprovou a criação e publicou: "Viciei!". O público foi à loucura com o hit. Nos últimos dias, a internet passou por uma verdadeira epidemia de versões da música, incluindo samba, versão acústica, trap e até um forrozinho bem brasileiro, alguns usando a voz de Taylor Swift. 

O DJ Eme é o responsável por uma das versões. Ele falou sobre a criação do remix, explicando o processo. Um fã comentou: "Amei a música e acabei de descobrir que é IA". Apesar do sucesso, especialistas apontam problemas legais. O advogado César Peduti Filho explicou que estamos diante de infrações por parte de quem criou a obra e possivelmente de quem a explora comercialmente. Existem direitos autorais patrimoniais e de personalidade violados, por não haver autorização para tradução, adaptação e uso das vozes de Luísa Sonza e Dilsinho. 

A superintendente do ECAD concorda e reforça que se trata de uma obra sintética, absolutamente ilegal. O produtor da versão que ficou famosa alega ter autorização da gravadora, mas não houve posicionamento oficial da equipe de Taylor Swift. 

Por trás da cantora sertaneja virtual Mari Santana está Aleo Gerez, publicitário e especialista em marketing de influência. Ele explicou que a personagem é fictícia, mas já possui fãs, e suas músicas são compostas por ele mesmo. A plataforma de inteligência artificial transforma rapidamente essas letras em canções, algo que levaria semanas ou meses no processo tradicional, além de ter um custo muito maior. 

Em um teste realizado, Aleo criou duas versões a partir de uma letra pronta. A primeira não agradou; a segunda, considerada melhor, foi produzida em menos de quatro minutos. 

No Brasil, o Senado aprovou um projeto de lei para regulamentar o uso de plataformas de inteligência artificial, incluindo regras rígidas sobre o uso de obras protegidas no treinamento de modelos. Segundo o ECAD, milhares de músicas protegidas foram usadas por essas plataformas sem remuneração aos artistas, caracterizando pirataria. Atualmente, 14 mil obras estão bloqueadas. 

Independentemente da polêmica, o público segue consumindo a música. A "voz do povo" não é artificial, e o hit já ficou gravado nos HDs das pessoas. Agora, só resta torcer para que Luísa Sonza e Dilsinho gravem oficialmente as versões. 


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