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Domingo Espetacular

Polícia do Uruguai investiga envolvimento do PCC em tentativa de assalto a bancos em Montevidéu

Túneis abriam os caminhos para o que seria um dos maiores assaltos a banco da América do Sul

Domingo Espetacular|Do R7

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A polícia do Uruguai investiga o possível envolvimento da facção criminosa PCC em uma tentativa de assalto a bancos em Montevidéu. No coração da cidade, onde prédios históricos dividem espaço com o centro financeiro do país, uma quadrilha internacional colocava em prática um plano ousado, que exigia paciência, técnica e conexões com o crime organizado. O labirinto subterrâneo mostra o resultado de meses de escavações, praticamente em silêncio. Túneis abriam os caminhos para o que seria um dos maiores assaltos a banco da América do Sul.  

Foi a partir deste imóvel, em pleno centro histórico de Montevidéu, que a quadrilha começou a escavar o túnel usado para chegar aos bancos. Segundo a polícia, o local alugado servia de base para uma operação silenciosa, que avançava debaixo da terra enquanto a rotina seguia normalmente na superfície. As autoridades começaram a monitorar a quadrilha em setembro, depois de uma denúncia anônima de tráfico de drogas.   

No fim do ano passado, o ritmo das escavações teria se intensificado e como os túneis já estavam a poucos metros do ponto final, a polícia entendeu que era a hora certa de agir. Um robô foi usado para mapear os túneis. O primeiro, com cerca de quatro metros, ligava a casa usada pela quadrilha ao sistema de esgoto. Por ali, o grupo acessava um segundo túnel, com aproximadamente oito metros de extensão, escavado em direção à área bancária. Esse caminho subterrâneo daria acesso a pelo menos três cofres de bancos e serviria como rota de fuga.  

Foram encontrados drones, câmeras de segurança, ferramentas, dinheiro e drogas, além de uma casa usada como quartel-general pela quadrilha, nos arredores de Montevidéu. A casa, em El Pinar, uma cidade turística a 32 quilômetros de Montevidéu, foi alugada com nome falso por uma mulher paraguaia presa na operação. Aos vizinhos, ela dizia estar de férias com a família.  

Para a polícia, o local funcionava para dar apoio logístico aos criminosos, fora da capital. Até agora, 11 suspeitos foram presos entre uruguaios, paraguaios e quatro brasileiros que seriam integrantes do PCC. Pelo menos dois deles teriam ligação com a quadrilha que roubou R$ 164 milhões do Banco Central de Fortaleza, em 2005, e com o grupo que tentou furtar R$ 1 bilhão do Banco do Brasil, em São Paulo, em 2017.  

O advogado Pablo Casas representa dez dos onze suspeitos presos e nega qualquer ligação do grupo com a facção criminosa brasileira: "Não há na investigação, nenhum elemento que os possa vincular com essa organização, até agora. Ainda faltam provas para se analisar, mas até o momento não existe essa informação". A polícia investiga agora se os túneis seriam ampliados e usados também para o tráfico de drogas. Há suspeita de que o plano dos criminosos incluía o transporte de entorpecentes até o porto de Montevidéu, ponto estratégico de envio da carga para outros países da América Latina e para a Europa.  

Durante a operação, foram apreendidos 150 quilos de drogas. O porto de Montevidéu, ao longo da rede hidroviária, se tornou uma rota operacional por onde são enviados carregamentos de drogas que vem do Paraguai para a Europa. Então, os túneis poderiam ser usados para transportar a droga, por debaixo da terra, sem que fosse detectada. 


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