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Quatro pessoas são atingidas por moto aquática pilotada por empresário, no Amazonas

O acidente aconteceu na região de Iranduba, no Amazonas

Domingo Espetacular|Do R7

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Quatro pessoas voltavam para casa em um barco quando foram atingidos pela moto aquática pilotada por um empresário, à noite, contrariando as normas de navegação da Marinha. O acidente aconteceu na região de Iranduba, no Amazonas. Três pessoas morreram, incluindo um bebê de sete meses e a mãe dele.  

A equipe do Domingo Espetacular viajou até Iranduba, no Amazonas, a 48 quilômetros de Manaus. A região é conhecida como Lago do Acajatuba e abriga nove comunidades do entorno. Ribeirinhos usam o Rio Negro para ir e vir, todos os dias. No dia 20 de setembro, quatro pessoas voltavam de um campeonato de futebol quando uma moto aquática atingiu o barco em que estavam.  

Com a batida, todos caíram na água. Marciléia, de 37 anos; o filho Jhon, de apenas sete meses; o marido Geovane; e o barqueiro Pedro Batista, de 42 anos. Geovane foi o único que conseguiu atingir a margem. O empresário Robson Tiradentes, que trabalha no ramo de eventos, era quem pilotava a moto aquática. Ele também sobreviveu e está internado. Junto com ele, estava um ribeirinho, que não se machucou.  

Em conversa por mensagem, a família do empresário disse que "Robson procurava a mulher e a filha, de 6 anos, que estavam em um barco à deriva". Esse teria sido o motivo para ele sair à noite com a moto aquática, o que é proibido por lei. Em todo território nacional, as motos aquáticas só podem circular entre o nascer e o pôr do sol.  

A regra também limita a velocidade e exige habilitação específica para a condução. Robson tem a habilitação, mas a investigação ainda vai apontar se o documento está ou não válido. Com validade de dez anos, o documento atual está vencido. A moto aquática que Robson pilotava está em nome da empresa da família Tiradentes, que preferiu não gravar entrevista até que a "Marinha aponte quem estava em alta velocidade".  

O Domingo Espetacular acesso a documentos que mostram um histórico de infrações de navegação envolvendo a família de Robson Tirandentes, proprietária de várias embarcações. No dia 20 de março de 2017, a Marinha aplicou uma multa de R$ 800. Seis anos depois, mais uma multa, dessa vez de R$ 1900.


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