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Squishy: brinquedo vira febre entre crianças, mas acidentes acendem alerta para riscos

Duas meninas sofreram queimaduras no Rio de Janeiro

Domingo Espetacular|Do R7

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Um brinquedo colorido, macio e que virou febre entre as crianças acendeu um alerta para os pais. Duas meninas sofreram queimaduras no Rio de Janeiro depois de acidentes com os chamados "squishies". Mas quais são os riscos por trás dessa brincadeira? O Inmetro reforça que apenas produtos com selo do órgão do instituto devem ser comprados.  

Thaynara comprou o brinquedo para filha em uma feira, na zona oeste do Rio de Janeiro. A vendedora teria orientado a família a aquecê-lo, por cerca de 30 segundos no micro-ondas, assim ficaria mais macio. Horas depois, o pai de Isis seguiu a orientação. Por fora, o objeto não parecia quente. Foi só a menina apertar, e o brinquedo se rompeu.  

O acidente que aconteceu em questão de segundos, exige uma recuperação que pode ser demorada. O que mais preocupa os médicos, é a região da queimadura, que esta ligada aos movimentos da mão. Isis já passou por procedimentos para a retirada do tecido lesionado, e a equipe acompanha a evolução da menina, para saber se novas intervenções serão necessárias.  

Do outro lado do mundo, mais acidentes. Na Austrália, uma menina de dez anos também queimou o rosto ao colocar o brinquedo no micro-ondas. Já nos Estados Unidos, milhares de squishies foram recolhidos por conterem "water beads" - bolinhas que crescem ao absorver água. Se engolidas, essas bolinhas podem expandir no corpo e causar asfixia ou obstrução intestinal - com risco até de morte.  

No Reino Unido, um modelo foi recolhido depois que testes encontraram uma concentração de benzeno, acima do limite. O benzeno é uma substância cancerígena. 

O brinquedo é acessível e pode ser encontrado por toda parte. Em cores e formatos diferentes. A internet transformou a brincadeira em um laboratório. Crianças, adolescentes e até adultos aquecem, cortam, perfuram e chegam a passar esmalte para provocar a explosão do brinquedo. E foi justamente a divulgação nas redes que impulsionou a venda nas últimas semanas.  

No Brasil, só duas marcas estão autorizadas. Na hora da compra, é preciso verificar se tem o selo do Inmetro, em local visível. Depois dos acidentes, as mães transformaram o susto em alerta. 

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