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Turismo enfrenta abuso de preços e violência em Porto de Galinhas (PE)

Conflito levanta questões sobre preços abusivos nas praias brasileiras

Domingo Espetacular|Do R7

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O que deveria ser um momento de descanso e lazer em Porto de Galinhas (PE), um dos destinos mais cobiçados do Nordeste, transformou-se em uma cena de violência. Uma discussão sobre valores abusivos de aluguel de cadeiras terminou em agressão contra dois turistas do Mato Grosso. O episódio acendeu um alerta nacional sobre a falta de fiscalização na orla brasileira. 

Johnny e Cleiton relatam que foram abordados por um comerciante que ofereceu duas cadeiras e um guarda-sol por R$ 50 e garantiu que esse valor seria abatido da conta final. Como os dois não consumiram nada, eles dizem ter aceitado pagar o valor combinado. Mas aí a cobrança aumentou para R$80 e a confusão começou.  

“Ninguém quis nos ajudar. A 20 metros de onde a gente estava, tem um ponto de salva-vidas. Eu ajoelhei, eu juro para vocês, eu ajoelhei e pedi, por favor, pelo amor de Deus, salva a gente, tira a gente daqui desse lugar que eles vão matar a gente. Nesse momento, quando eu olhei para trás, já tinha aproximadamente uns 15, 20, tudo na nossa direção, querendo realmente nos bater”, afirmou Johnny Andrade, uma das vítimas. 

O caso de Porto de Galinhas não é isolado. Nas redes sociais, uma onda de denúncias revela que o abuso de preços e a ocupação irregular da faixa de areia são práticas disseminadas de Norte a Sul. Em Balneário Camboriú (SC), turistas denunciam que barraqueiros montam equipamentos de madrugada, ocupando todo o espaço e cobrando até R$ 200 pelo aluguel. Eles chegam a impedir que banhistas usem seus próprios guarda-sóis. 

Vendedores justificam a alta nos preços citando a sazonalidade. Segundo eles, o faturamento da alta temporada precisa compensar os prejuízos de dias chuvosos ou de baixo movimento. No entanto, para os órgãos de defesa do consumidor, a "lei da oferta e procura" não autoriza a falta de transparência nem a coação. 

A advogada especialista em Direito do Consumidor, Cátia Vita, orienta que a principal arma do turista é a produção de provas. "O consumidor deve tirar fotos do cartaz de preços, filmar a situação e exigir nota fiscal. Se houver divergência, ele tem provas para judicializar a prática e denunciar ao Procon". 

Enquanto a fiscalização não chega com rigor a todas as praias, a estratégia de muitos turistas tem sido o tradicional e muitas vezes mal falado “farofismo”  Como resume uma visitante de Roraima: "A gente já vem pronto para economizar. Trazemos o cooler de casa porque os preços aqui são impraticáveis". 


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