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Conheça o único jogador a disputar duas finais de Copa do Mundo por seleções diferentes

Luis Monti jogou as finais de 1930 e 1934 pela Argentina e Itália, respectivamente; confira

Esporte Record|Allef Fonseca*, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Luis Monti é o único jogador a disputar finais de Copa do Mundo por duas seleções diferentes: Argentina em 1930 e Itália em 1934.
  • Monti começou sua carreira na Argentina, destacando-se no Club Atlético General Mitre e no Huracán, conquistando títulos nacionais.
  • Naturalizado italiano, ele se juntou à Juventus, onde conquistou cinco títulos do Campeonato Italiano e foi convocado para a seleção italiana.
  • Na Copa do Mundo de 1934, Monti ajudou a Itália a vencer a Tchecoslováquia na final, sob forte pressão política do regime de Mussolini.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Luis Monti defendeu as seleções da Argentina e Itália em Copas do Mundo Reprodução/AFA e Juventus

Chegar à final de uma Copa do Mundo já é um feito reservado a poucos jogadores. Disputar duas finais é ainda mais raro. Mas atuar em duas decisões do torneio defendendo seleções diferentes é uma marca que apenas um atleta conseguiu alcançar na história: Luis Felipe Monti.

Nascido em 1901, em Buenos Aires, na Argentina, Monti iniciou sua trajetória no Club Atlético General Mitre, onde conquistou a segunda divisão argentina ao lado de seu irmão, Enrique Monti. No entanto, o clube perdeu sua filiação à Federação Argentina de Futebol, o que levou os irmãos a assinarem com o Huracán. Por lá, Luis foi peça fundamental na conquista do primeiro título nacional da história do clube.


Após a saída de um dirigente com quem mantinha boa relação no Huracán, Monti chegou a acertar sua transferência para o Boca Juniors, mas uma lesão impediu que ele atuasse pelo clube. Recuperado, assinou com o San Lorenzo, justamente um dos maiores rivais de seu antigo time. No novo clube, demonstrou sua liderança e qualidade dentro de campo, ajudando a equipe a conquistar três títulos do Campeonato Argentino e se consolidando como um dos principais jogadores do país.

O destaque no futebol argentino rendeu a convocação para a primeira Copa do Mundo da história, disputada em 1930 no Uruguai. Antes disso, Monti já havia conduzido a Argentina à medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1928, perdendo a decisão justamente para os que seriam os donos da casa.


Na Copa do Mundo, o meio-campista entrou em campo buscando a revanche contra os uruguaios. Logo na estreia, entrou para a história ao marcar o primeiro gol da Argentina em mundiais, em uma cobrança de falta. Monti foi uma das figuras centrais da campanha argentina, que chegou à final após derrotar os Estados Unidos por 6 a 1 na semifinal.

No entanto, durante toda a competição, o jogador sofreu forte pressão da torcida uruguaia. As ameaças recebidas afetaram seu desempenho na decisão, vencida pelos anfitriões por 4 a 2. Após a derrota, a imprensa argentina apontou Monti como um dos responsáveis pela derrota, e a pressão acabou impactando sua carreira. O meia passou a atuar pelo Sportivo Palermo e conciliava o futebol com seu trabalho na prefeitura de Buenos Aires.


A reviravolta veio quando recebeu uma proposta da Juventus, da Itália. Sua chegada ao clube não foi simples. Criticado pela torcida após uma estreia abaixo das expectativas, Monti precisou conquistar seu espaço. Com o passar do tempo, transformou-se em um dos pilares da equipe e ajudou a Juventus a conquistar cinco títulos do Campeonato Italiano nas temporadas de 1931-32, 1932-33, 1933-34, 1934-35 e 1937-38.

Monti fez história com a camisa da Juventus e foi convocado para a seleção italiana Reprodução/FIFA

As boas atuações chamaram a atenção da seleção italiana. Naturalizado, Monti passou a defender a Azzurra ao lado de outros jogadores nascidos na Argentina e também do brasileiro Amphilóquio Marques. Entre os argentinos do elenco, existia um acordo de que, caso enfrentassem a Argentina, não entrariam em campo.


Na Copa do Mundo de 1934, realizada na Itália, Monti voltou a ser peça importante da equipe. Mais uma vez, enfrentou enorme pressão. O torneio ficou marcado pela interferência política do regime de Benito Mussolini, que cobrava a conquista do título sob o lema de “vencer ou morrer”.

Apesar do ambiente tenso, a Itália alcançou a final contra a Tchecoslováquia. Em uma partida equilibrada e muito disputada, os tchecos abriram o placar na reta final. Pouco depois, o também argentino naturalizado italiano Raimundo Orsi empatou o jogo e comemorou ao lado de Monti. Na prorrogação, a virada veio com um gol construído após assistência de outro argentino, Enrique Guaita, garantindo o primeiro título mundial da história da Itália.

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Com a conquista, Luis Monti entrou definitivamente para a história do futebol. Conhecido na Itália como Luigi Monti, ele se tornou o único jogador a disputar duas finais de Copa do Mundo por duas seleções diferentes: Argentina, em 1930, e Itália, em 1934.

O meia encerrou sua carreira em 1939, ainda defendendo a Juventus, após sofrer com lesões. Após deixar os gramados, Monti comandou diversos clubes, incluindo Juventus e Huracán, equipes marcantes em sua trajetória.

O jogador pendurou as chuteiras tendo uma galeria de títulos e conquistas impressionante: quatro Campeonatos Argentinos, cinco Campeonatos Italianos, uma medalha de prata olímpica pela Argentina e uma Copa do Mundo pela Itália, além de um recorde que permanece único até hoje na história do futebol mundial.

*Sob supervisão de Camila Juliotti

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