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Medo da Noruega? Brasil coloca tradição à prova diante da equipe de Haaland

A seleção norueguesa disputou somente quatro Copas do Mundo na sua história e encara a seleção mais vezes campeã mundial

Esporte Record|Allef Fonseca*, do R7

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Erling Haaland entra em campo contra a seleção brasileira de Neymar Jr. neste domingo (5) Paul Rutherford e Paul Childs/Reuters

Na disputa da Copa do Mundo apenas pela quarta vez na história, a seleção norueguesa chega em alta para o confronto contra o Brasil neste domingo (5). Embalada por uma geração talentosa, liderada pelo artilheiro Erling Haaland e pelo meia Martin Ødegaard, a equipe vem crescendo ao longo da competição e demonstrando grande entrosamento. De volta ao Mundial após 28 anos de ausência, a Noruega chega cercada de expectativas e, para muitos, aparece até como favorita para o duelo, muito mais pelo momento vivido do que pela tradição, despertando no torcedor brasileiro o receio de uma nova eliminação para uma seleção europeia.

Do outro lado está a seleção mais vitoriosa da história das Copas. O Brasil é a única equipe presente em todas as 23 edições do Mundial, disputado desde 1930. A seleção foi a primeira a conquistar três títulos mundiais, a primeira a alcançar o tetracampeonato e segue sendo a única pentacampeã do mundo, tendo mais troféus do que a Noruega tem de participações na competição.


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A camisa amarela também carrega o legado de personagens que ajudaram a construir essa história, como Pelé, que, além de ter marcado mais de mil gols na carreira, é o único jogador tricampeão da Copa do Mundo, e Mário Lobo Zagallo, que participou diretamente de quatro conquistas: duas como jogador, uma como técnico e outra como coordenador técnico. Com 23 participações, sete finais e cinco títulos, o Brasil chega mais uma vez sustentado pelo peso de sua tradição.

Enquanto isso, a Noruega vive um momento diferente. Depois de décadas distante da elite do futebol mundial, o país volta a sonhar alto graças a uma geração formada por atletas que brilham nos principais clubes da Europa. A seleção norueguesa jogou a Copa do Mundo somente em dois países: em 1938 e 1998 na França, e em 1994 e agora 2026 nos Estados Unidos, e não sabia o que era um mundial desde a eliminação para a Itália — que não disputa uma Copa do Mundo desde 2014. No entanto, a equipe leva a campo um retrospecto favorável diante do Brasil, com duas vitórias e dois empates em quatro jogos, além da confiança adquirida durante a campanha.


A seleção brasileira, por sua vez, também conta com um elenco repleto de estrelas e entra em campo impulsionada pelo sonho de conquistar a sexta Copa do Mundo. No entanto, o fantasma das recentes eliminações para europeus ainda ronda o torcedor. O traumático 7 a 1 para a Alemanha em 2014, a derrota para a Bélgica em 2018 e a eliminação nos pênaltis para a Croácia em 2022 deixaram cicatrizes profundas na torcida. Mesmo assim, o sonho de voltar ao topo do mundo segue mais vivo do que nunca.

Mas, afinal, o que pesará mais no confronto entre Brasil e Noruega: a tradição da camisa mais vencedora da história das Copas ou o receio de uma nova eliminação para uma seleção europeia?


*Sob supervisão de Camila Juliotti

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