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Exclusivo! Esporte Record deste domingo (23) investiga denúncia de corrupção no Juventus da Mooca

Programa conversa com a polícia, diretores, sócios, torcedores e advogados sobre as acusações de desvio de dinheiro

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Parte central do Estádio Conde Rodolfo Crespi, ou Estádio Rua Javari, na Mooca, em São Paulo, casa da Juventus - (Foto: Sérgio H./Juventus SAF/Reprodução/Instagram/@juventussaf) Esporte News Mundo

O Esporte Record deste domingo (23) exibe uma reportagem com revelações exclusivas sobre a denúncia de corrupção envolvendo o Juventus da Mooca, um dos maiores clubes sociais do Brasil. O programa conversou com a polícia, diretores, sócios, torcedores e advogados sobre as acusações de desvio de dinheiro. A matéria traz a investigação completa e novos desdobramentos do caso.

Em dois dias diferentes, câmeras de segurança registraram confrontos entre Guilherme Rodrigues, advogado e antigo coordenador da Comissão de Sindicância do Juventus, e Luma Zaffarani, também advogada que prestava serviços ao time do bairro da Mooca, na zona leste de São Paulo.


Os dois tiveram um relacionamento de cerca de dez anos, mas Guilherme afirma ter descoberto um caso da parceira com Carlos Eduardo Gomes Pedroso, presidente do Conselho Deliberativo e escrivão da Polícia Civil de São Paulo. A advogada nega a traição.

Após o fim da relação, o advogado levou à polícia documentos, planilhas e informações bancárias sobre supostos desvios de dinheiro do clube. Uma das denúncias envolve a venda da Sociedade Anônima de Futebol, a SAF do Juventus.


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Segundo o relato de Guilherme, dos R$ 20 milhões que o investidor pagaria ao clube social para assumir o futebol do Juventus, R$ 2 milhões teriam sido destinados a ele e a Luma, como honorários pela estruturação do projeto. Ainda segundo o depoimento, o dinheiro teria sido dividido em três partes: uma para o ex-casal e outras duas para os dirigentes Carlos Eduardo Pedroso e Dilson Tadeu Deradeli, presidente do Conselho de Administração do clube.

Guilherme apresentou comprovantes que, segundo ele, mostrariam repasses de R$ 341.200 e R$ 41.200 para Carlos Eduardo, e R$ 224.000 para Tadeu. A polícia investiga as acusações.


Outro negócio citado na investigação é uma escola bilíngue que funciona dentro do clube social do Juventus. A instituição de ensino tem um contrato de locação de 20 anos para usar o espaço dentro da sede. Segundo o advogado, houve desvios de dinheiro do contrato de R$ 3 milhões entre o clube e a escola.

Em 2025, o mesmo estacionamento do clube passou a ser administrado por uma empresa terceirizada. A proprietária é casada com Leandro Rezende Rangel, superior hierárquico de Carlos Eduardo na polícia.


Um ex-conselheiro do Juventus, que pediu para não ser identificado, questionou o contrato do clube com a empresa ao perceber uma queda brusca no faturamento do estacionamento após o acordo entre as partes. Em dezembro do ano passado, ele diz ter recebido um Pix de mais de R$ 17 mil da empresa que administrava o serviço. O homem ainda afirma que foi suspenso, afastado do Conselho, teve o título de sócio cancelado e se sentiu intimidado por Carlos Eduardo.

“No momento em que ele fez um depósito na minha conta, na virada do ano, de R$ 17 mil e pouco, da empresa direto na minha conta […] E eu falei: ‘O que é isso? Um presente?’ [...] Ele só disse: ‘Conversamos no pessoal’. Ele me expôs, me humilhou na reunião. Convocou a reunião e não me comunicou. Eu cheguei lá na hora para ver quem era a próxima vítima…”, relata.

A corregedoria da Polícia Civil investiga as denúncias e o caso tramita sob sigilo. Em nota oficial, o caso é investigado oficialmente por possíveis irregularidades envolvendo repasses financeiros previstos em termo de parceria firmado com um clube. O documento ainda diz que as movimentações financeiras estão sendo rastreadas para verificar se o destino desses valores foram, de fato, as contas do clube.

A escola afirma não ter envolvimento com os fatos investigados e permanece à disposição das autoridades. Luma nega ter feito repasses aos dirigentes. Tadeu diz que os R$ 224 mil recebidos foram reembolso de uma aplicação financeira. Carlos Eduardo foi procurado, mas não quis dar entrevista. A SAF, que assumiu o futebol do Juventus, alega que é uma estrutura independente do clube social e que os pagamentos previstos em contrato foram feitos à conta indicada pelo clube. O Juventus também afirma que não comenta questões que tramitam em sigilo.

O Esporte Record vai ao ar neste domingo (23), a partir das 23h.

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