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Famílias enfrentam atrasos do INSS para receber benefícios; entenda

Pessoas aguardam resposta sobre auxílios essenciais à saúde

Fala Brasil|Do R7

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Mais de um milhão e meio de pessoas no Brasil esperam por respostas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sobre a concessão de benefícios e auxílios. Muitas delas estão em situações críticas devido à demora na análise dos pedidos. O Fala Brasil conversou com duas famílias que vivem essa realidade enquanto lidam com problemas graves de saúde.


Bruna é mãe de uma adolescente diagnosticada com uma síndrome rara que afeta os nervos faciais e o movimento corporal. Desde novembro passado, ela tenta restabelecer o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para sua filha junto ao INSS. Apesar da autorização concedida há mais de 90 dias, o pagamento ainda não foi liberado.


Segundo dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social no final de julho deste ano, cerca de 1,5 milhão de solicitações estavam pendentes no sistema do INSS. Destas, mais de 370 mil já ultrapassaram o prazo legalmente estabelecido para resposta.


Alessandra enfrenta uma situação semelhante após ter sido diagnosticada com câncer de mama. Ela recebeu auxílio-doença durante apenas 30 dias antes que seu pedido fosse negado novamente, mesmo apresentando um novo atestado médico válido por seis meses.


Especialistas apontam falhas burocráticas como um dos principais entraves na obtenção desses direitos garantidos aos segurados pela legislação brasileira. Um advogado especializado destaca a falta comunicação clara entre a autarquia federal responsável pelos seguros sociais e seus beneficiários diretos, além do descumprimento de prazos acordados judicialmente com o Ministério Público Federal este ano.


Sobre o caso específico da família de Bruna, o recurso foi aceito pelo Conselho de Recursos da Previdência Social em junho, mas a decisão ainda pode ser contestada internamente ou resultar na reativação imediata do benefício, com pagamentos retroativos à suspensão inicial. Já quanto à situação de Alessandra, uma revisão pela perícia médica federal está prevista para ocorrer dentro do período máximo estipulado pela lei, de até três meses.




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