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Jovem é agredida pelo ex-companheiro mesmo após obter medida protetiva em SP

O caso reacende debate sobre a eficácia das medidas judiciais e monitoramento de agressores

Fala Brasil|Do R7

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Uma jovem de 19 anos foi novamente agredida pelo ex-companheiro em São Paulo, apesar de ter registrado quatro boletins de ocorrência e obtido uma medida protetiva. O incidente levanta questões sobre a eficácia da fiscalização dessas ordens judiciais e as alternativas para monitorar suspeitos.


Sabrina sofreu lesões no rosto e corpo durante o ataque ocorrido quando chegava em casa. Segundo ela, o ex-parceiro estava à espreita e a atacou com socos antes de roubar seu celular.


O relacionamento terminou há cerca de um mês e meio após outros episódios violentos. Mesmo com os registros policiais anteriores, Sabrina continua temendo novos ataques do ex-companheiro. A promotora de Justiça sugere que casos como este podem exigir prisão preventiva ou monitoramento eletrônico do agressor.


Em São Paulo, existe um setor policial especializado na violência doméstica conhecido como "cabine lilás". Uma estratégia utilizada é o uso de tornozeleiras eletrônicas para alertar autoridades se um agressor ultrapassar áreas restritas pela Justiça. Neste ano, 66 homens foram encaminhados à delegacia por violarem medidas protetivas; 27 deles acabaram presos.


Apesar disso, ainda há poucas tornozeleiras disponíveis frente ao número potencialmente reincidente dos agressores. As recém-implementadas câmeras de monitoramento municipais também contribuirão no combate à violência doméstica na capital paulista—uma esperança para garantir que as proteções legais sejam efetivas antes que novas agressões ocorram.




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