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Mesmo com medidas protetivas, mulheres são vítimas de feminicídio no Brasil

Duas mulheres com proteção judicial foram mortas por ex-companheiros nos últimos dias

Fala Brasil|Do R7

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Duas mulheres foram assassinadas por seus ex-companheiros em casos que destacam a ineficácia das medidas protetivas. Bianca Caroline e Adriana Meirelles tinham ordens judiciais de proteção contra os agressores, mas isso não impediu suas mortes. Os crimes ocorreram no estado de São Paulo e revelam um problema recorrente na segurança dessas vítimas.


Bianca Caroline tinha 21 anos e sonhava se formar como enfermeira quando foi encontrada morta com um fio de carregador enrolado no pescoço pelo ex-marido Altimar Sena, de 43 anos. O crime ocorreu em Campinas e o suspeito foi preso posteriormente. Já Adriana Meirelles, de 39 anos, foi esfaqueada enquanto ia para o trabalho de moto no interior paulista; seu ex-marido Jefferson também está detido após ser capturado pelas câmeras durante o ataque.


Ambas as vítimas haviam solicitado medidas protetivas anteriormente: Bianca desde março deste ano e Adriana mantinha a ordem dentro do baú da sua moto até o dia do feminicídio. Contudo, essas proteções legais não foram suficientes para evitar os ataques fatais.


Um estudo do Conselho Nacional de Justiça revela que uma entre três mulheres assassinadas já possuíam alguma forma de medida protetiva contra seus agressores.

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