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Governo dos Estados Unidos sanciona brasileiros ligados ao PCC

Sanções afetam dois brasileiros e quatro empresas por vínculo com facções criminosas

Hoje em Dia|Do R7

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Os departamentos de Justiça e do Tesouro do governo americano anunciaram sanções contra dois brasileiros, suspeitos de serem facilitadores de operações do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos Estados Unidos. De acordo com as autoridades, o esquema do grupo envolvia falsas empresas com sedes em São Paulo e Portugal.


Um dos suspeitos, Vitor Henrique de Oliveira Shimada, é acusado por lavagem de dinheiro no tráfico internacional. Ele teria enviado cerca de 30 milhões de dólares em transferências dos Estados Unidos para o Brasil por meio de criptomoedas, aproximadamente R$ 156 milhões. A suspeita da polícia é que essa ação esteja relacionada a um patrocínio de casas de apostas de um time de futebol no Brasil. O empresário chegou a ser detido pelas autoridades americanas, mas foi liberado logo em seguida.


A segunda suspeita a receber a sanção é Stella Stefanie de Oliveira, parente de Bruno Shimada. De acordo com as investigações, ela atuava como secretária e realizava o recolhimento de grandes quantias de dinheiro.


As sanções disciplinares impostas aos suspeitos envolvem o bloqueio de bens e a proibição de realizar negócios com cidadãos e empresas americanas. A medida foi oficializada após o país classificar o PCC e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. A declaração resultou em críticas duras do Ministro da Fazenda Dario Durigan. Segundo o político, os Estados Unidos usam um conceito desfasado de terrorismo que gera distorção da realidade do problema brasileiro.

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