Darlan Romani escolhe arremesso de peso por acaso e faz história
Com a marca de 22,61m, o brasileiro está entre os dez melhores atletas da história da modalidade e é esperança de medalha no Pan de Lima-2019
Pan Lima 2019|Carla Canteras, do R7

Alguns dos principais atletas do mundo estarão em Lima, no Peru, de 26 de julho a 12 agosto, para disputar os Jogos Pan-Americanos. Entre os melhores, tem um brasileiro que optou pela modalidade em que é o segundo no ranking mundial por um motivo diferente.
“Escolhi o arremesso de peso por ser uma prova de força. Como desde novo fui mais pesado, as provas de correr e saltar não eram muito meu forte”, brinca Darlan Romani, recordista sul-americano do lançamento do peso e uma das esperanças de medalha para o Brasil.

O brasileiro de Concórdia, cidade do interior de Santa Catarina, começou no esporte aos 13 anos, estimulado pelo irmão mais velho, Vinícius. “Quando éramos crianças, o atletismo ia até as escolas do interior. Ele fazia e, quando chegou minha vez, fui participar e peguei gosto”, explica o atleta.
Hoje, com 28 anos, a evolução de Darlan no atletismo chama a atenção do mundo. No Pan de Toronto, em 2015, ficou em sexto lugar. No ano seguinte, nas Olimpíadas do Rio, foi o quinto colocado. Em 2017, o primeiro recorde sul-americano quebrado, com a marca de 21,82m. O quarto lugar no Mundial Indoor de Atletismo chegou em 2018.
Esse ano, as metas são grandiosas: pódio no Pan de Lima, e no Mundial de Atletismo em Doha, no Qatar (28.9 até 6.10). As marcas e conquistas de Darlan no ano demonstram que os sonhos são possíveis.

No último fim de semana de junho, ele conquistou o ouro na etapa de Eugene, no Estados Unidos, da Diamond League. Com a marca de 22,61m, entrou para a lista dos 10 melhores arremessadores da história. Na mesma prova, bateu três vezes o recorde sul-americano.
Agora, ele está na Europa para terminar a preparação para o Pan-Americano. Fica por lá até 3 de agosto e vai para o Peru. As competições de atletismo acontecem de 6 a 10 de agosto.
Darlan nunca imaginou que chegaria tão longe, mas Adão Ayres, seu primeiro professor, sabia que o garoto teria um caminho longo pela frente. “Sinceramente, não pensei que chegaria tão longe. Mas meu professor de escola disse que iria me ver em uma Olimpíada e medalhista assim que comecei a treinar. Eu ri, uma criança lá do interior de Concórdia... e hoje aqui estamos. Sempre lembro muito dele e cada vez que o vejo na minha cidade, lembramos disso e conversamos”, conta o arremessador.

Fases difíceis
Mas nem todos os momentos foram bons. Como uma pessoa normal, Darlan já teve vontade largar tudo. “Não gosto nem de lembrar. Mas 2010 foi difícil. Fiquei parado com contusão nos dois joelhos. Em 2012, a perda do meu pai em um acidente. Foi por pouco que eu não voltava mais”, lembra o atleta.
O suporte e a força para superar esses momentos vêm de quatro pessoas especiais. A esposa Sara; a pequena Alice, de 4 anos, Dona Iva, a mãe, e do irmão.
“Eles são as peças fundamentais para mim. Tudo o que faço é para o bem-estar da minha família, para que possamos melhorar sempre de vida. A saudade aperta muito, mas temos que ser fortes e suportar. ”
O Pan-Americano de Lima 2019 terá transmissão da Record TV e da Record News.
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Lendas do esporte mundial surgiram em Jogos Pan-Americanos
Os Jogos Pan-Americanos são também um oportunidade para jovens atletas demonstrarem seu talento internacionalmente. Antes de virarem estrelas consagradas do esporte mundial, estes atletas brilharam justamente em Pans. Confira a seguir grandes exemplos:...
Os Jogos Pan-Americanos são também um oportunidade para jovens atletas demonstrarem seu talento internacionalmente. Antes de virarem estrelas consagradas do esporte mundial, estes atletas brilharam justamente em Pans. Confira a seguir grandes exemplos: Com 24 anos, Adhemar Ferreira da Silva conquistava a primeira medalha de ouro brasileira na edição inaugural do Pan (Buenos Aires1951). Um ano depois, o brasileiro começava a entrar para a história do atletismo com dois ouros consecutivos nas Olimpíadas de Helsinque 1952 e de Meulborne 1956, quebrando recordes mundiais. Antes de encerrar a carreira, Adhemar ainda venceria o Pan mais duas vezes, também de forma consecutiva. O Pan lançava, em 1951, um dos primeiros heróis olímpicos do Brasil











