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Pan Lima 2019

Esperança do Brasil, Calderano é jovem com experiência de veterano

Campeão em Toronto 2015, atleta de 23 anos fala sobre dificuldades, momento em que pensou em desistir e preparação para os Jogos de Lima

Pan Lima 2019|Carla Canteras e Pietro Otsuka*, do R7

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Apesar da pouca idade, Hugo Calderano é um dos destaques do Brasil
Apesar da pouca idade, Hugo Calderano é um dos destaques do Brasil

Um dos atletas que estará na disputa pelo lugar mais alto do pódio nos Jogos Pan-Americanos de 2019, que acontecem em Lima, no Peru, entre 26 de julho e 11 de agosto, é o representante do tênis de mesa brasileiro Hugo Calderano, de 23 anos.

O atleta começou cedo no esporte, com apenas oito anos. Apesar da pouca idade, Calderano tem conquistas relevantes no currículo, tendo sido o mais jovem mesatenista a vencer uma etapa do Circuito mundial da ITTF (Internacional Table Tennis Federation). O atleta também foi o primeiro medalhista do tênis de mesa brasileiro em uma competição olímpica, ao conquistar o bronze nos Jogos Olímpicos da Juventude, em 2014.


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“Comecei brincando. Meu pai viu que eu levava jeito e um tempo depois fui treinar no Fluminense. Nessa época, eu também competia no vôlei e no atletismo, mas escolhi ir em frente no tênis de mesa porque era o esporte em que eu achava ter mais potencial”, afirma o atleta.

O brasileiro, derrotado neste sábado pelo número 1 do mundo, Lin Yun-Ju, nas quartas de final do Aberto do Japão, ocupa atualmente a sétima posição no ranking mundial e é uma das esperanças da delegação brasileira nos Jogos. Ele chega ao Pan de Lima como atual detentor dos títulos individual e em equipes.


Espero inspirar jovens atletas a começarem a praticar tênis de mesa e outros esportes

(Hugo Calderano)

Aos 23 anos, Calderano é um atleta que mescla a juventude com uma experiência incomum para idade. “Tenho muitos anos de tênis de mesa. Mas, se for comparar a atletas asiáticos, não é tanto. Muitos começam já a treinar várias horas por dia bem cedo, aos cinco, até três anos de idade. Então, posso dizer que sou um novato em comparação à maioria dos atletas asiáticos (risos)”, comenta o jovem esportista.

Trajetória complicada


Apesar do sucesso atual, a trajetória de Calderano não foi fácil. O atleta conta que já conviveu com a ideia de abandonar o esporte, mas encontrou forças e motivação graças ao apoio da família. “Eles (familiares), desde o início, sempre estiveram ao meu lado. Me motivaram muito, me incentivaram, mas também me deixaram livre para eu fazer o que quisesse. Nunca colocaram nenhuma pressão”, revela.

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“Nos primeiros anos, quando ainda estava treinando no Rio, passei por alguns momentos em que não tinha tanta motivação para treinar. Ficava umas duas semanas sem treinar, depois voltava. Até porque não participava de muitos campeonatos. Não havia muitas competições no Rio e isso acabou tirando um pouco a minha motivação. Mas, felizmente, continuei. Meus pais me deram essa motivação de continuar tentando e, no fim, deu certo”, lembra o mesatenista.


Ele conta que, atualmente, tem como objetivos, além da conquista de medalhas em competições importantes como Jogos Olímpicos e Mundiais, fazer do tênis de mesa um esporte mais popular e mais praticado no Brasil. “Espero inspirar jovens atletas a começarem a praticar tênis de mesa e outros esportes em geral”.

Pan-Americano

Nos Jogos Pan-Americanos de 2019, em Lima, no Peru, Calderano chega como um dos destaques da delegação brasileira. Nos Jogos de Toronto, há quatro anos, o atleta foi um dos protagonistas do Brasil ao conquistar a medalha de ouro nas modalidades individual e em equipes.

Na preparação para os Jogos, o brasileiro ainda terá competições importantes nas semanas anteriores ao Pan-Americano, o que Calderano espera que o ajude a chegar com um bom ritmo para a competição que acontece entre os dias 26 de julho e 11 de agosto.

“Tive um período de descanso agora, mas já voltei aos treinos e terei duas competições importantes nas próximas semanas (Aberto da Austrália, atualmente em disputa, e T2 Diamond, na Malásia, a partir de 18 de julho), que contarão pontos valiosos para o ranking. Então, espero chegar com um bom ritmo de jogo. Sei que a expectativa é alta, até pelo último Pan, em Toronto, em que ganhei as duas medalhas de ouro que disputei. Mas estou acostumado a lidar com isso e darei meu melhor em Lima”, completa.

Confira as melhores imagens da passagem da tocha do Pan pelo Peru

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