Ídolos 'de casa' foram essenciais nas medalhas de Bia e Hebert em Lima
De Salvador para o Pan: apoio de pai pugilista e de campeão olímpico foram de grande influência, respectivamente, para ouro e prata do boxe brasileiro
Pan Lima 2019|Guilherme Padin, do R7, em Lima, no Peru

Atletas vencedores, antes de se tornarem um ídolos, já foram fãs. No caso do boxe, com tantos grandes nomes no Brasil e no mundo, não é diferente. Últimos dois medalhistas brasileiros da modalidade nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019, Bia Ferreira e Hebert da Conceição tiveram, de perto, figuras de forte influência nas medalhas de ouro e prata que conquistaram nesta sexta-feira (2).
Dona do lugar mais alto do pódio na categoria leve até 60 kg, a soteropolitana Bia cresceu com o ídolo em casa. Raimundo “Sergipe” Ferreira, bicampeão brasileiro e pai da campeã pan-americana, foi o grande ídolo da pugilista baiana. “Cara, meu pai é tudo para mim. Ele que me levava para a academia e que me deu esse dom. É meu porto seguro, né?”, disse ela logo após a conquista do ouro.
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}A relação de idolatria, segundo Beatriz, não tinha espaço para outros nomes: “Eu ia atrás do meu pai. Não me ligava muito nos outros. Sempre fui fã dele. Meu pai é meu ídolo, meu pai é meu herói. Eu subia no ringue quando ele lutava, sempre na companhia dele”.

O grande influenciador da carreira dela não mais apenas aconselha, mas também a ouve agora.
“Antigamente ele me dava muitas dicas. Hoje em dia a gente troca experiências. A gente está sempre conversando, e eu sempre escutando os conselhos dele. Ele me conhece muito. Está dando certo!”, avaliou.
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Quando mais jovem, o medalhista de prata Hebert da Conceição tinha em Muhammad Ali e Floyd Mayweather suas inspirações. Ainda os tem, mas os dois lendários pugilistas abriram espaço para o conterrâneo Robson Conceição, ouro olímpico na Rio 2016.
“Sou um cara privilegiado. Ainda me inspiro neles (Ali e Mayweather), mas adotei de um tempo para cá um cara que é minha inspiração maior - e que pude treinar junto na minha academia também -, o Robson. Um atleta excepcional, determinado. Treino pensando nele. Tento seguir o caminho dele. Ele posta os vídeos das corridas dele e eu tento fazer igual. Eu sei que, se ele chegou fazendo aquilo, eu também vou chegar. Minha inspiração hoje é ele”, afirmou o jovem de Salvador (BA).
Hebert acredita que, assim como o ídolo, também pode chegar ao ouro em uma Olimpíada. “Treino para isso. Essa é a minha meta. Não é à toa que sou vice-campeão pan-americano. Poderia ter sido campeão aqui, em cima do atual campeão olímpico [Arlen López]. Treinamos sempre para alcançar os melhores resultados possíveis. Sei que sou novo, tenho muito caminho pela frente, mas sei que [o ouro olímpico] é possível”, afirmou o confiante pugilista.

Embora a cidade natal, a antiga academia e até o sobrenome sejam os mesmos, Hebert e Robson não têm parentesco. O atleta de 21 anos brinca sobre isso: “Robson Conceição, Hebert Conceição (risos)... Tivemos o mesmo treinador lá na Bahia. Acho que a gente tá no caminho certo”.
A Record TV é a emissora oficial dos Jogos Pan-Americanos Lima 2019. Você pode acompanhar os eventos ao vivo no R7.com e conferir todas as transmissões e as íntegras no Playplus.com.
Surfiel nas águas, esgrimista Athos e outros nomes curiosos do Pan 2019
Os Jogos Pan-Americanos de Lima 2019 reúnem 6880 atletas de 41 países. Tantas histórias, religiões e culturas diferentes naturalmente trazem, entre os ídolos, promessas e veteranos do esporte, alguns nomes muito exóticos e diferentes
Os Jogos Pan-Americanos de Lima 2019 reúnem 6880 atletas de 41 países. Tantas histórias, religiões e culturas diferentes naturalmente trazem, entre os ídolos, promessas e veteranos do esporte, alguns nomes muito exóticos e diferentes














