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De olho no Pan e nos Jogos do Rio, equipe de esgrima começa o ano focada no ranking mundial

Competição que será disputada no Canadá serve como preparação para a Olimpíada

Pan Toronto 2015|Do R7*

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Alkhas Lakerbai, técnico da seleção brasileira de Esgrima
Alkhas Lakerbai, técnico da seleção brasileira de Esgrima

A seleção brasileira de esgrima, comandada por Alkhas Lakerbai, começa o ano com muito trabalho. O treinador conversou com o R7 a respeito da diferente preparação dos atletas para os Jogos Pan-Americanos em Toronto.

O principal nome do esporte, Renzo Agresta, por exemplo, fez estágio em Roma e com a equipe da Coreia do Sul (campeã olímpica em Londres 2012). Karina Lakerbai (filha de Alkhas) e William Zeytoulian se prepararam no Brasil. Marta Baeza, que também compõe a equipe, estuda e treina na Inglaterra e foi para a Argentina fazer estágio de treinamento.


“ A preparação depende dos objetivos e das classificações no ranking”, disse Alkhas.

O técnico ainda ressaltou o trabalho dos atletas Tywilliam Guzenski (passou dois meses em Budapeste), Enrico Pezzi (estagiou em Roma e também Budapeste), Giulia Gasparin (competiu duas etapas do mundial antes do Pan) e Karina Trois a mais nova da equipe e apontada pelo técnico como uma das promessas brasileiras.


Sobre as chances de medalha nos Jogos, Alkhas deixou o Brasil esperançoso e avaliou a importância de um grupo experiente. “ Sempre ganhamos medalhas no Pan. Temos um grupo de atletas de alto nível, alguns favoritos, mas todos na equipe já ganharam títulos de expressão. Inclusive os mais novos ”, esclareceu Alkhas.

Esse crescimento do esporte foi de certa forma recente. A Petrobras passou a patrocinar a equipe em 2011, o que tornou o esporte mais profissional, aumentando o nível dos competidores brasileiros e trazendo mais reconhecimento. Alkhas comentou também o apoio da imprensa.


“ Sei que vão se dedicar mais a esportes menos populares agora. Não temos tanta visibilidade assim, mas esportes mais populares não vêm trazendo tantos resultados quanto a esgrima e acabamos aparecendo por ser um esporte olímpico”, disse o técnico.

É inevitável que os atletas não pensem na olimpíada do Rio 2016. Antes de garantirem vaga para competirem em casa, devem ter bom aproveitamento nos Jogos Pan-Americanos e somarem pontos no ranking mundial.


“A pressão é muito maior, sem dúvida. Não é qualquer Pan. Absolutamente diferente de qualquer outro, esse tem muito mais valor”, finalizou o técnico.

*Fernando Candido, estagiário do R7

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