Michael Phelps luta contra a "ferrugem"; entenda
Americano tenta retomar o ritmo após desistir da aposentadoria da natação
Pan Toronto 2015|Do R7

Maior medalhista olímpico de todos os tempos, Michael Phelps está de volta a uma competição internacional, a primeira desde os Jogos de Londres, em 2012. O norte-americano, que disputou o Campeonato Nacional na semana passada e não conseguiu nenhuma vitória, disputará o Torneio Pan-Pacífico, na cidade de Gold Coast, na Austrália.
Phelps estava inicialmente inscrito para cinco provas, mas já desistiu de duas (100 metros costas e 200 metros livre), que foram disputadas nesta quarta-feira (20), dia de abertura. Assim, estreia nesta quinta (21), nos 100 metros livre - as eliminatórias começam às 21 horas (de Brasília), e as finais serão às 6 horas da sexta (22). Na sexta à noite, ele compete nos 100 metros borboleta, prova em que lidera o ranking mundial (51s17). No sábado (23), nada os 200 metros medley quando encontrará seu maior rival na atualidade, Ryan Lochte, e o brasileiro Thiago Pereira.
De acordo com o técnico Bob Bowman, a disputa do Pan-Pacífico é o "passo dois" do retorno de Phelps à natação - o primeiro foi conseguir se qualificar à seleção norte-americana, o que ocorreu no Campeonato Americano realizado em Irvine, na semana passada. Assim, o recordista está apto a nadar no Mundial do ano que vem, na China, e entrar na briga pela classificação aos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.
No Pan-Pacífico, torneio que reúne nadadores de Estados Unidos, Austrália, Japão, Canadá, Brasil e mais 10 países, o desafio de Phelps é alcançar as finais. Apenas os dois melhores de cada nação podem entrar na disputa por medalhas. Nos 100 metros livre, por exemplo, estão inscritos sete nadadores norte-americanos.
Por isso, Phelps prefere controlar a expectativa. Ao ser questionado sobre o número de finais que alcançaria, brincou:
— Nossa, acho que vocês estão esperando muito de mim
O nadador está especialmente descontente com seu desempenho no estilo livre e com as viradas, que acabaram comprometendo sua atuação no Nacional:
— Tenho trabalhado em coisas básicas e espero que tragam uma grande melhora. No Nacional, eu errei muito, cometi erros de quando eu tinha 11 ou 12 anos
Para o supercampeão, os erros são um sinal de que está "enferrujado":
— Provavelmente é porque não nadei muito no último ano. Eu odeio perder, mas sei que não vou voltar de uma hora para outra. Mas é melhor errar agora do que na preparação para o Mundial (em 2015) e a Olimpíada
