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Pan de Toronto realiza operação antidoping sem precedentes, diz organização

Jogos são os primeiros disputados sob os novos parâmetros adotados em janeiro deste ano

Pan Toronto 2015|Do R7

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Controle contra o doping está mais rigoroso em Toronto
Controle contra o doping está mais rigoroso em Toronto

Os Jogos Pan-americanos de Toronto, os primeiros disputados sob os novos parâmetros adotados em janeiro deste ano pela Agência Mundial Antidoping (WADA), estão sendo submetidos de maneira sem precedentes, segundo a organização do evento e o próprio órgão independente.

Na última sexta-feira, a Organização Esportiva Pan-Americana (Odepa), que reúne os comitês olímpicos da região e que está a frente do evento poliesportivo, anunciou a existência de quatro casos confirmados de doping em Toronto. O presidente da Comissão Médica da Odepa, o médico brasileiro Eduardo de Rose, disse à Agência Efe, que as ferramentas técnicas disponíveis nestes Jogos são inéditas na história.


"Honestamente, é o melhor que se pode fazer em doping. Estamos com uma porcentagem muito elevada de capacidade de detecção. O laboratório de Montreal ajuda muito, porque é um dos melhores do mundo. As regras estão muito atualizadas, as técnicas estão muito elaboradas", afirmou o especialista.

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O programa antidoping de Toronto está sendo administrado pelo Centro Canadense para Ética no Esporte, uma organização que já teve a mesma missão durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno, em Vancouver, em 2010.

Matthew Koop, responsável pelo órgão, para o programa do evento que está sendo disputando atualmente, disse à Efe que a principal diferença dos atuais Jogos e os de Guadalajara, de 2011, é a análise de risco que sendo aplicada para determinar que competições e atletas precisam de mais atenção.


"É uma combinação de testes dentro e fora da competição, assim como uma avaliação de risco baseada, inclusive, no calendário de competições. Com todas estas métricas, tentamos atribuir os exames de urina e sangue, de acordo com esse modelo de avaliação", disse o Koop.

O representante, no entanto, explicou que as substâncias procuradas variam de acordo com a modalidade. Como, por exemplo, não se busca detecção do uso do hormônio do crescimento em atletas que disputam esportes com bola, e sim no levantamento de peso, no ciclismo. Segundo Koop, o número exato de análise de sangue e urina que serão realizados em Toronto é secreto, mas o próprio representante garantiu que o número aproximado será de 1.900, começando uma semana antes dos Jogos, indo até o seu final.

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