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Prestes a voltar para casa, brasileiro que dá a volta ao mundo de barco já sabe o que quer: "Churrasco"

André Fonseca, o Bochecha, participa da Volvo Ocean Race

Pan Toronto 2015|Carolina Canossa, do R7

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Bochecha dá a volta ao mundo de barco pela terceira vez
Bochecha dá a volta ao mundo de barco pela terceira vez

O velejador brasileiro André Fonseca, mais conhecido como Bochecha, está ansioso. Nesta terça (17), ele deixa Auckland (Nova Zelândia) rumo ao Brasil com o barco espanhol Mapfre para cumprir a quinta etapa da Volvo Ocean Race, mais tradicional regata de volta ao planeta já criada. A previsão de chegada ao porto de Itajaí (SC) é por volta de 3 de abril e, ao ser perguntado sobre a primeira coisa que vai fazer, a resposta é enfática.

"Um churrasco", comentou o atleta, cuja carreira conta ainda com participações nas Olimpíadas de 2004 e 2008. "Quero ir pra casa fazer um churrasco, descansar um pouco e tentar reunir os amigos em casa, faz tempo que não os vejo. Quero comer comida brasileira, tipo churrasco e feijão", afirmou.


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Ele, porém, sabe que não terá muito tempo para curtir o Estado em que nasceu. É que, durante os cerca de 15 dias em que ficam atracados em um porto, os atletas precisam cumprir uma série de compromissos com a mídia, além de se preparar para o restante da competição. "No fim, acho que vou sentir que não aproveitei muito, mas faz parte do trabalho. Mas um dia, nem que eu desligue o telefone, eu vou fugir e aproveitar", garantiu.

Iniciada no último mês de outubro, na Espanha, a edição 2014/2015 da Volvo só terminará em 27 de junho na Suécia. Seis dos sete barcos que começaram a competição seguem na disputa pelo título e, apesar de o Mapfre ser o quinto colocado no momento, vem em uma crescente e foi o vencedor da última etapa, entre a China e a Oceania, com apenas quatro minutos de vantagem sobre o Abu Dhabi Racing, o segundo colocado. 


O resultado foi tão apertado que Bochecha escolheu justamente essa chegada como o momento mais tenso da sua participação nesta Volvo. "Estávamos na frente com pequena vantagem. Não era tensão de condição difícil, mas de ansiedade, de vontade de vencer e graças a Deus a gente administrou bem", analisou.

Agora, o grande desafio será enfrentar as baixas temperaturas e as condições climáticas ruins da parte meridional do Oceano Pacífico, com direito a uma passagem pelo Cabo Horn, ponto mais ao sul das Américas e famoso pela dificuldade que impõe aos navegantes. 

"É um lugar que marca a carreira do velejador", afirmou Bochecha, que está preocupado com as condições que vai enfrentar. "A previsão é de tempo ruim, com ventos, frio e até previsão de ciclone. Mas estou muito contente porque é uma etapa especial, já que também vou chegar em casa", comemorou.

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